Corpo de jovem dada como morta é encaminhado para exames

Curiosos estiveram em frente à residência de Débora Ísis, em Rio Largo

14/11/2017 - 11:13 - Atualizado em 14/11/2017 - 16:20
(Crédito: Erik Maia/ Portal TNH1)

Após a repercussão sobre o caso da jovem dada como morta, onde a família contesta o laudo que declara o falecimento, a reportagem do TNH1 esteve na residência de Débora Ísis Mendes de Gouveia, de 18 anos, nesta manhã (14), na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió, para colher mais informações.

Na ocasião, curiosos que estiveram em frente à residência da jovem acompanharam o momento em que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para ser examinado, e assim, esclarecer o mistério. Inicialmente, ela foi levada no caixão fechado. Após protestos da população, o caixão foi aberto.

Assista:

De acordo com o delegado Manoel Wanderley, titular do 12ª Distrito Policial, o corpo da jovem precisa passar por uma avaliação médica para ficar constatado o óbito. “Tem que ser feito o procedimento normal, porque só liberar um corpo para o sepultamento, sem constatar realmente se a pessoa está viva ou morta, não pode acontecer. Eles dizem aqui que ela faleceu às 14h do domingo. Então, com o procedimento tudo ficará claro”, disse.

O promotor de Justiça Magno Alexandre também foi até a residência e informou que o procedimento será feito com cautela, porém espera que haja um parecer o mais rápido possível. "O corpo será levado para uma análise e se persistir o entendimento da família de que precisa de um laudo do Instituto Médico Legal, eles deverão encaminhar para que o órgão faça. Tem que ter cautela, mas queremos que o caso seja esclarecido o mais rápido possível. O Ministério Público abriu um procedimento para investigar a situação e espero que as respostas apareçam", destacou.

Segundo a família, Débora Ísis ainda respira e o seu coração permanece batendo. Assim, a mãe, dona Cristina, se recusa a enterrar a filha, alegando que o corpo não apresenta características de um cadáver, como a temperatura e a rigidez. 

Muito abalada, Cristina também relata que há um histórico de catalepsia na família - doença em que o coração para de bater por algumas horas e retorna a funcionar após um tempo, dando a falsa impressão de que a pessoa morreu de um mal súbito.

No vídeo abaixo a mãe diz ao promotor que quer que seja feito um novo exame. Confira:


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