Brasil

Massacre em presídio de Manaus deixa dezenas de mortos

02/01/17 - 10h50
Reprodução

Uma rebelião no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, deixou dezenas de mortos e feridos. O juiz Luís Carlos Valois, que esteve no local, disse que viu muitos corpos, e que "aparentemente morreram entre 50 e 60 presos", mas que era difícil precisar o número "pois muitos estavam esquartejados". As autoridades ainda não confirmam o número.

A crise na unidade começou na tarde de domingo, e a situação foi controlada durante a manhã desta segunda-feira, após negociações com os detentos. Na noite do dia 1º, o secretário de Segurança Pública do Estado, Sérgio Fontes, afirmou que trata-se de um “massacre” provocado pela briga entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital, originária de São Paulo, e a Família do Norte, do Amazonas.

Segundo Fontes, seis detentos foram decapitados e tiveram seus corpos arremessados para fora da unidade. Ao menos 12 guardas prisionais foram feitos reféns e posteriormente liberados sem ferimentos.

De acordo com a Umanizzare, empresa responsável pela gestão do Compaj, a unidade abriga 1072 internos. O secretário também afirmou que foram ouvidos disparos de arma de fogo no início da rebelião, por volta das 15h de domingo. “Precisamos averiguar se eles usaram armas”, disse o secretário. 

Ele disse também que antes do levante houve uma fuga no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), também em Manaus, que teria sido uma cortina de fumaça para a rebelião. Um dos presos que fugiu do Ipat chegou a postar no Facebook uma foto de sua fuga da unidade com a legenda "Fulga (sic) da cadeia".