Clubes e ex-atletas lamentam morte de Bebeto de Freitas

13/03/2018 - 17:56 - Atualizado em 13/03/2018 - 17:59
(Crédito: Bruno Cantini / Atlético-MG)

O ex-jogador de vôlei, ex-técnico da seleção brasileira e dirigente Bebeto de Freitas morreu nesta terça-feira (13), aos 68 anos, em Belo Horizonte.  Ele sofreu uma parada cardíaca pouco depois de participar de um evento na Cidade do Galo, centro de treinamento do Atlético-MG. Bebeto trabalhava no clube como diretor de administração e controle. Vários clubes e personalidades do esporte brasileiro manifestaram pesar pela morte do desportista. 

Segundo o Atlético-MG, Bebeto recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu. O clube decretou luto oficial de três dias.

"Sempre gostei de gente de bem e honesta ao meu lado. Por isso gostava de estar perto de você. Encontramos mais tarde, Bebeto", escreveu Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético-MG.

Bebeto de Freitas foi o responsável por comandar uma revolução no vôlei brasileiro. Foi com ele que o país despontou no esporte. Sob o seu comando, a seleção masculina passou a se tornar protagonista, com o vice-campeonato mundial em 1982.

Dois anos depois, conseguiu feito ainda mais importante: comandou o time na conquista da medalha de prata na Olimpíada de Los Angeles-1984, numa equipe em que brilharam William, Montanaro, Renan e Bernard, entre outros. Ele também esteve à frente da seleção nos Jogos de Seul 1988.

Sobrinho do jornalista João Saldanha, Bebeto tinha temperamento forte e não foram poucas as vezes em que entrou em confronto com dirigentes importantes do esporte brasileiro. Entre eles Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e do COB (Comitê Olímpico do Brasil).
Bebeto também teve sucesso no vôlei italiano, comandando o Maxicono Parma, cinco vezes campeão italiano. Ele treinou a seleção italiana em 1997. No ano seguinte, venceu o Mundial.

Em nota, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) se solidarizou com os familiares e manifestou profundo pesar com a morte de Bebeto. "As conquistas e o trabalho ficarão para sempre na história do esporte olímpico brasileiro", declarou.

FUTEBOL

Não foi somente no vôlei que Bebeto atuou. Ele também trabalhou como dirigente no futebol. Foi manager no Atlético-MG em 1999, durante e a gestão do presidente Nelio Brandt.

Entre 2003 e 2008, foi também presidente do Botafogo, seu time de coração. Em nota, a equipe disse que Bebeto teve papel fundamental na reconstrução do clube.

"Sempre foi um botafoguense apaixonado, além de defensor do esporte brasileiro. Toda solidariedade do Botafogo a familiares e amigos neste momento difícil", declarou o clube.

Fonte: Folhapress