Em nova fase, Israel busca aliados mas preserva ligação com EUA

13/09/2017 - 08:17 - Atualizado em 13/09/2017 - 08:23
(Crédito: Reuters)

Em um movimento único na história israelense, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem aproveitado sua visita à Argentina para mostrar um pouco mais o rosto do país para o mundo.

Na primeira visita de um primeiro-ministro israelense ao país sul-americano, Netanyahu se reuniu nesta terça-feira com o presidente Maurício Macri e, aproveitando sua presença no continente, falou abertamente de vários temas, que muitas vezes chegam à região apenas por rumores ou comentários.

O primeiro-ministro garantiu, por exemplo, que mantém posição fortemente contrária ao acordo assinado com o Irã, sobre controle de tecnologia nuclear.

A afirmação veio para rebater a informação que havia surgido, na qual, seguindo sugestão de membros do governo americano, ele teria, ao lado da Arábia Saudita, enfim, aceitado a permanência do acordo.

Ele também manifestou in loco solidariedade às vítimas de atentados de 1992 (que deixou 29 mortos na embaixada de Israel) e de 1994 (que deixou 85 mortos na sede da Amia) em Buenos Aires.

E, antes de reunião com o presidente Mauricio Macri, o primeiro-ministro ainda declarou que está ansioso para encontrar-se com o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, na conferência anual da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), no próximo dia 26 de setembro.

A conferência ocorrerá depois de Netanyahu ter visitado também a Colômbia e o México, além de ter se encontrado com o presidente paraguaio Horácio Cartes na capital argentina.

Conforme ressaltou o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Dori Goren, toda essa movimentação deixa claro que Israel quer manter seus aliados antigos e aprimorar o relacionamento com outros países, transformando-os em novos aliados.

“Israel já está se abrindo faz tempo para o mundo, mas, nos últimos anos, temos feito esforços especiais para estreitar mais as relações com nações que antes Israel não trabalhava tanto, como na África, Ásia e América Latina”.

Fonte: R7