14% dos compradores de imóveis em Maceió já vêm de outros estados e do exterior, aponta levantamento

Publicado em 29/06/2026, às 09h58
- Secom Maceió

Assessoria

Maceió deixou de atrair apenas turistas e passou a disputar investidores com grandes capitais brasileiras. Levantamento da Jarvis Inteligência Imobiliária revela que 14% dos compradores atendidos pela empresa residem fora de Alagoas, com destaque para clientes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e até do exterior, incluindo Estados Unidos e Canadá.

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O perfil desse comprador também chama atenção. Entre os clientes de fora do estado, 69% adquirem imóveis como investimento, metade realiza a compra à vista e 69% não estão comprando o primeiro imóvel, indicando um público que já construiu patrimônio e busca ampliar sua carteira de ativos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes mercados do país. Com a rotina cada vez mais acelerada, fatores como mobilidade, proximidade de serviços e qualidade de vida passaram a influenciar diretamente a decisão de compra de um imóvel. Estudos do setor apontam que morar perto do trabalho, da escola dos filhos e dos principais compromissos do dia a dia pode representar um ganho de até 360 horas por ano com a redução dos deslocamentos.


Em Maceió, esse comportamento também se reflete nos indicadores do mercado. Segundo o Índice FipeZAP (Maio/2026), os imóveis residenciais da capital acumulam valorização de 9,19% nos últimos 12 meses, o sexto maior crescimento entre as capitais brasileiras monitoradas pelo levantamento, com preço médio de R$ 9.961 por metro quadrado. Os números reforçam a procura crescente por bairros com infraestrutura consolidada, boa mobilidade e ampla oferta de comércio e serviços.

Para o especialista em mercado imobiliário e fundador da Jarvis Inteligência Imobiliária, Lauro Braga, a procura por imóveis em Maceió vai muito além do potencial de valorização financeira. Segundo ele, qualidade de vida, mobilidade e praticidade passaram a exercer influência direta sobre a decisão de compra.

"Quem vem investir em Maceió procura um imóvel que reúna segurança patrimonial e qualidade de vida. A cidade oferece um diferencial que poucas capitais conseguem entregar: bairros onde é possível viver próximo da praia, resolver boa parte da rotina sem grandes deslocamentos e ter acesso a uma ampla oferta de serviços. Hoje, isso pesa muito na decisão do investidor."

Essa mudança acompanha uma tendência observada no mercado imobiliário brasileiro, em que fatores como tempo de deslocamento, acesso a serviços e facilidade para o dia a dia passaram a influenciar tanto quanto a metragem ou o padrão de acabamento do imóvel. O conceito de caminhabilidade (walkability), cada vez mais presente nas grandes cidades, valoriza regiões onde supermercados, farmácias, academias, restaurantes, escolas e áreas de lazer podem ser acessados com facilidade.

Segundo Lauro Braga, esse comportamento é facilmente percebido em bairros como Ponta Verde, Pajuçara e Jatiúca, que concentram infraestrutura urbana consolidada, comércio diversificado e proximidade com a orla. "O novo luxo deixou de ser apenas um apartamento maior. Hoje, luxo também significa ganhar tempo. Morar perto do trabalho, da escola dos filhos, da academia ou conseguir fazer parte da rotina a pé representa qualidade de vida e influencia diretamente a valorização do imóvel."


Os dados da própria Jarvis também mostram que o mercado vem atraindo um comprador mais experiente. Cerca de 70% dos clientes já possuem imóvel próprio, o que não inclui o programa Minha Casa, Minha Vida, que responde por 30% das operações e é restrito a quem busca o primeiro imóvel.

Para Lauro Braga, esse movimento indica uma mudança importante no posicionamento de Maceió dentro do mercado nacional. "Antes, muitos visitantes vinham conhecer a cidade para passar férias. Hoje, eles voltam para investir. Maceió reúne qualidade de vida, valorização imobiliária, turismo consolidado e um estilo de vida que atrai compradores de diferentes regiões do país. Esse conjunto de fatores faz com que a cidade passe a disputar investidores que antes concentravam seus recursos em mercados mais tradicionais."

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