Redação
Dezembro de 2025, altura de fazer retrospetivas. Este artigo não será exeção. Com cerca de 6,5 milhões de brasileiros a já terem tido algum envolvimento com este universo, importa então olhar para o ano da Ethereum para perceber como correu. Para muitos não será um temro desconhecido. Para os que é, saiba que ela é uma das criptomoedas mais famosas um pouco por todo mundo, sendo a 2ª com maior capitalização do mercado.
Atualmente, a cotação ethereum dólar ronda os 2890 dólares, mas já esteve bem mais alto. Setembro foi o mês "d'ouro" dela, mas já lá vamos. Primeiro, vamos olhar para outros dados. Vamos olhar para o cenário no Brasil e perceber, entre outras coisas, seu volume de transação no país assim como alguns eventos que acontecem no país que podem gerar a criar algum reconhecimento da mesma.
Ao longo de 2025, o Ethereum manteve um papel central no mercado cripto brasileiro. O volume negociado no país atingiu cerca de R$ 6,2 mil milhões, com uma média diária a rondar os R$ 206,7 milhões. Estes números ajudam a perceber que, apesar da volatilidade, o interesse pelo ETH permaneceu consistente durante praticamente todo o ano.
O mês de setembro destacou-se claramente. Foi nesse período que o Ethereum registou a sua melhor performance de 2025, com uma valorização superior a 25% no preço e volumes diários que ultrapassaram os R$ 250 milhões. Este movimento foi influenciado sobretudo por fatores globais, como a expectativa em torno de produtos financeiros ligados a criptoativos e o aumento dos fluxos institucionais para o setor.
Já dezembro trouxe uma correção significativa, com uma queda próxima de 17% em relação ao pico de setembro, à semelhança do que aconteceu com o Bitcoin. Este recuo não surpreendeu investidores mais experientes e acabou por reforçar uma ideia já bem conhecida no universo cripto: movimentos de forte alta costumam ser seguidos por fases de realização, especialmente num ativo tão líquido e negociado como o Ethereum.
Para além do preço, 2025 foi também um ano relevante para o Ethereum no plano institucional e comunitário no Brasil. Um dos pontos altos foi o Ethereum Brasil 2025, realizado em setembro, que se afirmou como o maior evento de Web3 e blockchain da América Latina.
O encontro reuniu mais de 10 mil participantes, entre investidores, startups, programadores, empresas globais e comunidades locais. Durante vários dias, foram discutidos temas como finanças descentralizadas, tokenização de ativos reais, contratos inteligentes e aplicações práticas da blockchain Ethereum em setores tradicionais.
Apesar da coincidência temporal com o melhor mês do ETH em termos de preço, não houve uma relação direta entre o evento e a valorização do ativo. Ainda assim, o impacto do Ethereum Brasil 2025 foi claro ao nível do reconhecimento institucional, do networking e da consolidação do país como um dos polos mais ativos do ecossistema Ethereum fora dos grandes centros tradicionais.
O Ethereum iniciou 2025 cotado em torno dos 3.353,50 dólares. Ao longo do ano, atravessou períodos de forte oscilação, mas conseguiu encerrar o ciclo com uma valorização expressiva, superando máximos de ciclos anteriores e reforçando a sua posição como ativo de referência para investidores brasileiros.
No acumulado do ciclo, o ETH registou ganhos superiores a 95%, um desempenho que o colocou entre as criptomoedas de maior destaque do ano. Este crescimento não esteve ligado apenas à especulação, mas também à sua utilidade prática. Em 2025, o Ethereum continuou a ser a principal base para DeFi, NFTs e projetos de tokenização, áreas que ganharam espaço tanto no Brasil como no mercado global.
Para muitos investidores, o desempenho do ETH ao longo do ano reforçou a perceção de que, apesar de não ser isento de riscos, se trata de um ativo com fundamentos mais sólidos quando comparado com projetos menores ou puramente especulativos.
Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a forma como o Ethereum se manteve presente em diferentes frentes do mercado brasileiro. Desde aplicações financeiras descentralizadas até experiências com tokenização de ativos do mundo real, o ETH continuou a ser a infraestrutura escolhida por grande parte dos projetos.
Além disso, o aumento do conteúdo educativo em português, o surgimento de comunidades locais mais organizadas e o interesse crescente de empresas tradicionais ajudaram a tornar o Ethereum menos abstrato para o investidor comum. Para muitos brasileiros, o ETH deixou de ser apenas “a segunda maior criptomoeda” e passou a ser visto como uma plataforma tecnológica com aplicações concretas.
Olhando para 2026, a expectativa dominante é de continuidade e consolidação. O Ethereum deverá manter o seu papel central nas finanças descentralizadas e na tokenização de ativos, áreas que continuam a atrair atenção de empresas, reguladores e investidores.
No Brasil, tudo indica que o protagonismo no ecossistema Ethereum se irá reforçar. A tendência aponta para mais eventos, mais parcerias e mais produtos adaptados ao público local, com foco em segurança, conformidade regulatória e educação financeira.
Após um 2025 marcado por fortes oscilações, recordes e correções, o Ethereum entra em 2026 com um estatuto claro. Não é apenas uma criptomoeda volátil, mas uma das peças centrais de um ecossistema que continua a crescer e a amadurecer. Para quem acompanha este mercado de perto, o ano que agora termina ajudou a clarificar uma coisa: o Ethereum continua longe de ser apenas uma promessa.
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