Redação EdiCase
A alimentação é uma das principais aliadas da saúde cerebral e do bem-estar mental. Alguns nutrientes presentes nos alimentos contribuem para o funcionamento adequado do organismo e podem influenciar diferentes aspectos do cérebro. Entre eles, destacam-se as vitaminas do complexo B, especialmente B6, B9 e B12.
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De acordo com o Dr. Fabrício Hampshire, neurologista da Casa de Saúde São José, essas vitaminas atuam conjuntamente em diversas funções no cérebro. Desde a produção de neurotransmissores, a formação e manutenção da mielina, capa que protege os neurônios, até o controle dos níveis de homocisteína, substância que, quando elevada, pode se tornar tóxica para o sistema nervoso.
A deficiência de vitaminas B6, B9 e B12 pode colaborar para o agravamento neurológico, causando dificuldade de concentração, raciocínio lento, falhas de memória, cansaço mental, irritabilidade, sintomas depressivos e maior risco de comprometimento cognitivo para idosos. Segundo o Dr. Fabrício Hampshire, os principais sinais de alerta para a deficiência de cada tipo de vitamina são:
Em um nível mais grave, a deficiência de vitamina B12, por exemplo, favorece a ocorrência de convulsões — por deixar a atividade elétrica cerebral menos controlada e os neurônios mais sensíveis a estímulos, reduzindo a tolerância do cérebro a crises convulsivas — assim como alterações cognitivas, como esquecimento.
Uma alimentação variada e equilibrada pode ajudar a garantir boas fontes dessas vitaminas. No geral, os alimentos ricos em cada tipo de vitamina B são:
A suplementação de vitaminas do complexo B só gera benefícios para o paciente quando realmente há deficiência e deve ser realizada por meio do atendimento médico e nutricional. De acordo com Ana Paula Pereira, coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da Casa de Saúde São José, a indicação acontece em situações específicas com deficiência comprovada em exames, como dietas restritivas, gestação, doenças que afetam a absorção intestinal e uso de determinados medicamentos.
Se a pessoa já apresenta níveis adequados de vitaminas, a suplementação não vai trazer os benefícios esperados, como o aumento significativo de energia. Além disso, o uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde.
“Altas doses de vitamina B6, por exemplo, causam alterações neurológicas, como formigamentos e perda de sensibilidade em alguns casos. Já o excesso de ácido fólico pode mascarar sintomas de deficiência de B12, atrasando o diagnóstico. Embora a vitamina B12 tenha baixa toxicidade, seu uso sem necessidade não é recomendado. Por isso, é fundamental ter consciência antes de iniciar qualquer suplementação e buscar orientação de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, para uma avaliação individualizada”, finaliza Ana Paula Pereira.
Por Bernardo Bruno
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