Redação EdiCase
A formação de cálculos renais, as populares pedras nos rins, pode ocorrer por diferentes motivos, incluindo fatores genéticos, hábitos alimentares e, sobretudo, o baixo consumo de água. Além disso, alguns comportamentos comuns do dia a dia, como o consumo de determinadas bebidas, também podem aumentar as condições favoráveis ao surgimento da doença.
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Segundo o nefrologista Dr. Alexandre Habitante, o problema não está necessariamente no consumo ocasional dessas bebidas, mas na frequência e na quantidade. “Quando ingerimos pouco líquido, a urina fica mais concentrada, facilitando a cristalização de substâncias que podem formar os cálculos. Por isso, a hidratação é uma das principais medidas de prevenção”, explica.
A seguir, confira as bebidas que merecem atenção.
Os refrigerantes podem conter grandes quantidades de açúcar, especialmente quando consumidos frequentemente e em substituição à água. Algumas bebidas à base de cola também contêm ácido fosfórico.
Apesar do efeito diurético, as cervejas não devem ser vistas como uma forma de prevenir ou eliminar pedras. “O álcool em excesso pode contribuir para a desidratação. A cerveja não substitui a água e não deve ser usada com a ideia de ‘limpar’ os rins”, alerta o Dr. Alexandre Habitante.
Os energéticos podem reunir grandes quantidades de cafeína e açúcar. O cuidado deve ser ainda maior quando são consumidos durante atividades físicas sem reposição adequada de água.
Algumas versões de chás industrializados possuem grandes quantidades de açúcar e, dependendo do chá utilizado, podem conter oxalato, substância relacionada à formação de determinados tipos de cálculo.
Os sucos de caixinha frequentemente apresentam açúcar e aditivos em sua composição e podem contribuir para uma alimentação desequilibrada quando consumidos em excesso.
O Dr. Alexandre Habitante reforça que não é necessário transformar essas bebidas em vilãs. “Pedra nos rins tem diferentes causas e tipos. O mais importante é manter uma boa hidratação, evitar excessos e, para quem já teve cálculos, investigar a causa para receber uma orientação individualizada”, conclui.
Por Raifran Cardoso
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