5 erros que podem fazer você desistir da academia

Publicado em 05/08/2026, às 15h45
- Adotar a prática regular de exercícios após um período de sedentarismo é um processo gradual que exige disciplina e paciência (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Redação EdiCase

Iniciar uma rotina de treinos pode trazer diversos benefícios para a saúde e o bem-estar, mas o começo dessa jornada costuma ser a fase mais difícil para muitas pessoas. Nos primeiros meses, é comum enfrentar desafios para criar o hábito, manter a frequência e lidar com a expectativa de resultados rápidos, fatores que podem levar à desistência.

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Para José Adeirton, especialista em fisiologia do exercício e biomecânica da Fast Treino, rede de academias inteligentes que aposta em circuitos full body de até 36 minutos, a transição do sedentarismo para uma vida mais ativa exige disciplina e paciência para superar o período inicial de adaptação, que pode durar cerca de quatro meses.

“Criar uma rotina sustentável, respeitar os limites do corpo, evoluir de forma gradual e manter expectativas realistas são aspectos fundamentais para que o exercício deixe de ser um desafio e passe a fazer parte do dia a dia. Quando a prática é conduzida com constância, orientação adequada e metas alcançáveis, a tendência é que o corpo se adapte, os ganhos apareçam e a motivação aumente naturalmente ao longo do tempo”, explica.

Para quem deseja evitar a desistência nos primeiros meses, o especialista lista cinco erros comuns que podem atrapalhar a construção de uma rotina de treinos. Confira!

1. Esperar resultados imediatos

Muitas pessoas iniciam a academia esperando grandes mudanças no corpo em poucas semanas. Porém, quando percebem que a evolução acontece de forma gradual, acabam desmotivadas. “O corpo leva tempo para se adaptar. Em vez de focar apenas a estética a curto prazo, comemore pequenas vitórias, como a melhora do sono, o aumento da disposição no dia a dia e a evolução da força”, destaca José Adeirton.

2. Ir com muita intensidade logo no início

Começar treinando todos os dias e com cargas elevadas pode aumentar o risco de cansaço excessivo, dores e até abandono da rotina. “Treinar seis vezes por semana com intensidade máxima logo no início pode levar ao esgotamento. O ideal é começar de forma progressiva, com três ou quatro treinos semanais e foco na consistência, que é o que traz resultados sustentáveis a longo prazo”, pontua.

3. Não estabelecer uma rotina de treinos

Deixar para ir à academia apenas quando houver tempo disponível é um dos principais obstáculos para manter a frequência. “Quando o treino não tem um espaço definido na agenda, qualquer imprevisto pode virar uma justificativa para faltar. É importante tratar a atividade física como um compromisso, definindo dias e horários e organizando a rotina para facilitar esse hábito, desde a separação das roupas até a alimentação”, aconselha o profissional.

Treinar com orientação adequada reduz o risco de lesões e contribui para uma evolução mais eficiente (Imagem: kittirat roekburi | Shutterstock)

4. Treinar sem orientação adequada

Entrar na sala de musculação sem saber utilizar os equipamentos ou realizar os movimentos corretamente pode gerar insegurança e aumentar o risco de lesões. “A falta de um treino direcionado aos seus objetivos faz com que você gaste energia sem necessariamente evoluir. Aproveite o suporte dos professores, peça uma orientação adequada ao seu nível atual e tire dúvidas sempre que necessário”, recomenda José Adeirton.

5. Comparar o próprio início com a evolução de outras pessoas

Observar pessoas que treinam há anos e tentar acompanhar o mesmo ritmo pode gerar frustração e desmotivação. “A única comparação justa é com você mesmo. Acompanhe a sua própria evolução. Se hoje você consegue executar um exercício melhor ou realizar uma atividade com mais facilidade do que na semana passada, isso já representa um avanço”, afirma o professor.

O primeiro passo faz a diferença 

Independentemente da modalidade escolhida, o mais importante é encontrar uma atividade que se encaixe na rotina e possa ser mantida ao longo do tempo. Caminhadas, esportes, yoga, pilates ou academias com modelos mais flexíveis são opções para criar uma rotina de exercícios. “O essencial é manter a constância, respeitando o próprio ritmo e entendendo que a regularidade é o principal fator para gerar benefícios duradouros à saúde e à qualidade de vida”, conclui o especialista. 

Por Lyzie Vitorino

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