Redação EdiCase
Com a chegada da primavera, os cabelos também ganham novas possibilidades de cor e estilo. Para 2026, a aposta está em tonalidades quentes, que combinam luminosidade, profundidade e diferentes reflexos para criar resultados personalizados e sofisticados.
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A gama de cores da vez passa pelos castanhos intensos, dourados, caramelos e acobreados, nuances que ganham diferentes leituras de acordo com a base, a textura e o histórico de cada cabelo. Para Du Nunes, cabeleireiro e embaixador da Keune, mais do que seguir uma tendência específica, o movimento consiste em construir um visual que valorize a individualidade das madeixas.
“Os tons quentes estão de volta com uma leitura mais sofisticada. Castanhos, caramelos, dourados e ruivos podem ser explorados de diferentes maneiras, criando profundidade, movimento e luminosidade. Mais do que reproduzir uma cor vista em uma referência, a tendência é encontrar a temperatura e os reflexos que melhor conversam com cada cabelo e personalidade”, explica.
Entre referências que revisitam a estética dos anos 2000 e propostas mais atuais de iluminação, confira seis tonalidades que despontam como apostas para a estação!
Inspirado na estética dos anos 2000, o Y2K Honey une um fundo quente e dourado a nuances de mel e caramelo. O resultado é luminoso e multidimensional, recuperando o código glamuroso que marcou a beleza da época, mas em uma leitura atual e customizada. A proposta também é a escolha de famosas como Tate McRae, e uma das grandes buscas por clientes nos salões atualmente.
“O Y2K Honey é muito adaptável. O cabeleireiro consegue desenvolver a tonalidade a partir do nível natural da fibra capilar, abrindo mais com descolorante quando necessário. É um estilo bastante procurado por mulheres de fundo claro, por exemplo, por não ser uma alteração capilar tão radical”, explica Du Nunes.
Profundo e intenso, o Expresso traduz a força dos castanhos escuros. A inspiração vem do aspecto denso e brilhante de um café recém-preparado, moldado para quem busca uma mudança expressiva sem recorrer a contrastes evidentes. A tendência, que vem aparecendo em produções de celebridades como a Zendaya, à primeira vista parece simples de executar, mas, sem o desenvolvimento de cor correta, o cabelo pode ficar chapado.
Para o cabeleireiro, “o objetivo não é criar um efeito dramático, mas sim trazer intensidade, luminosidade e um acabamento espelhado. Uma construção inadequada pode resultar em perda do brilho, já que tons escuros tendem a absorver mais luz”.
Por sua intensidade quente e multidimensional, o ruivo acobreado possui um resultado vibrante e cheio de movimento. Nomes como Kendall Jenner, Gigi Hadid e Megan Fox já apostaram em diferentes interpretações do estilo, que combina reflexos de cobre, vermelho e dourado.
Du Nunes comenta que a tonalidade exige dedicação nos cuidados. “O ruivo acobreado possui um pigmento que desbota com mais facilidade e pede um retoque a cada 30 ou 45 dias, dependendo do fio, porém, o resultado é uma cor absolutamente magnética”.
Entre o castanho e o ruivo, o Burnt Copper surge como uma alternativa para quem quer se aproximar dos acobreados sem assumir completamente essa direção. Sua versatilidade é justamente um dos seus principais atrativos.
“Podemos explorar variações mais avermelhadas, douradas e caramelizadas, chegando a diferentes intensidades. O mais interessante é que não estamos falando de uma única tonalidade, mas de uma combinação de pigmentos capaz de trazer riqueza e balanço às madeixas”, ressalta o profissional.
Mais delicado, o loiro mel transita entre o castanho e o loiro, proporcionando uma iluminação que remete aos fios clareados pelo sol. O destaque está na harmonia entre áreas mais profundas e pontos luminosos. Não por acaso, o estilo segue entre os favoritos de Beyoncé e Jennifer Lopez.
“O Honey Blonde mantém a raiz mais escura, isso o difere do Y2K Honey. Além disso, ele também possui áreas iluminadas menos marcadas que conferem movimento de forma discreta”, comenta.
Quem prefere mudar o visual aos poucos, as mechas são opções versáteis. Na primavera de 2026, elas aparecem menos marcadas e mais integradas à base, com luzes que acompanham o caimento e exigem menos retoque.
O embaixador da Keune reforça que a coloração deve harmonizar com as características dos cabelos, além do tom e subtom da pele. “Nos cacheados, o castanho-cacau com iluminações douradas, por exemplo, evidencia a textura da curvatura, especialmente bem em peles mais escuras. Já para subtons neutros, uma alternativa pode ser optar por um castanho mais frio”, finaliza Du Nunes.
Por Dimitra Katsios
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