7 dicas para organizar uma rotina de estudos equilibrada para as crianças

Publicado em 23/02/2026, às 13h30
- Uma rotina de estudos organizada, com horários para aprender, brincar e descansar, ajuda crianças e adolescentes a manterem o equilíbrio emocional (Imagem: New Africa | Shutterstock)

Redação EdiCase

Em meio às demandas do dia a dia, a construção de uma rotina de estudos estruturada para crianças e adolescentes, com horários bem definidos para aprendizado, lazer e descanso, é uma estratégia importante para favorecer o equilíbrio emocional.

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“Quando esses elementos estão alinhados, o cérebro entende que não precisa permanecer em estado de alerta o tempo todo. Isso reduz a ansiedade, evita disputas diárias e diminui os conflitos familiares, porque todos sabem o que esperar durante o dia”, explica a psicopedagoga Paula Furtado.

Um bom planejamento mantém a criança motivada, segura e impacta positivamente em seus resultados ao longo do ano letivo. Isso é especialmente importante para aquelas que ainda apresentam resistência após o retorno às aulas. “A resistência inicial é comum, especialmente em mudanças de escola. O erro está em transformar esse desconforto em pressão. O ideal é acolher, nomear o sentimento e propor metas pequenas e possíveis”, reforça Paula Furtado.

Sete dicas para organizar a rotina de estudos

Com o início do ano letivo e a aproximação das avaliações do primeiro semestre, a profissional, que já atuou como assessora pedagógica em instituições públicas e privadas, faz algumas sugestões para que pais e educadores organizem a rotina de estudos dos alunos. Confira!

  1. Observe a criança “real” e não a “idealizada”: agenda, tempo de atenção, necessidades emocionais e o ritmo individual precisam ser considerados pelos adultos para que seja possível cumprir;
  2. Considere a individualidade: cada criança aprende de forma diferente. Ajustar horários e expectativas às características particulares favorece o engajamento e o cumprimento da rotina;
  3. Parceria entre escola e família: o alinhamento de expectativas evita que o aluno receba mensagens contraditórias, fator que interfere diretamente no comportamento e na aprendizagem;
  4. Priorize os acordos: a disciplina é construída por meio da manutenção de regras e compromissos, e não pela aplicação de punições;
  5. Seja coerente nas atitudes: agir de forma previsível ajuda a criança a compreender limites e expectativas, favorecendo a segurança emocional e o aprendizado;
  6. Evite cobranças excessivas e ameaças: estratégias baseadas no controle tendem a gerar resistência, enquanto a previsibilidade contribui para a internalização das regras;
  7. Entenda que previsibilidade educa: rotinas claras e acordos respeitados são mais eficazes para o desenvolvimento da autonomia do que práticas punitivas.
Em todas as fases, o brincar e o lazer exercem papel importante no processo educativo (Imagem: spass | Shutterstock)

Atenção e ajustes

Irritabilidade constante, queixas físicas, desânimo, queda de interesse e regressões comportamentais não são sinais de preguiça, mas pedidos de ajuda, e indicam que a rotina pode estar pesada demais e que precisa ser reformulada.

As adaptações devem considerar a faixa etária e o estágio de desenvolvimento do estudante. Na Educação Infantil, o ideal é que seja breve e lúdica; no Ensino Fundamental, uma estrutura mais definida, porém flexível; já na adolescência, a participação ativa do jovem nas decisões se torna essencial.

Em todas as fases, o brincar e o lazer exercem papel importante no processo educativo. “São nos momentos de descontração que a criança equilibra as emoções, desenvolve criatividade e melhora a capacidade de concentração. Sem brincar, o aprendizado perde sentido”, afirma Paula Furtado.

Pequenas mudanças na rotina, com diálogo e respeito ao ritmo da criança, fazem do ano escolar uma experiência mais tranquila e produtiva.

Por Elenice Cóstola

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