Flávio Gomes de Barros
Proliferam no Brasil, e Alagoas não é exceção, instituições criadas e mantidas por políticos, oficialmente com o objetivo de prestar serviços à comunidade.
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Na prática, é a formalização do assistencialismo privado que visa, acima de tudo, ampliar o trabalho dos seus gestores na busca por votos que possam fazê-los se manter no poder.
Essas entidades atuam normalmente em áreas de saúde, jurídica e intermediação de serviços que deveriam ser prestados por órgãos oficiais.
O que aparenta ser generosidade do político que dirige tais instituições é, na verdade, bancado com recursos públicos, normalmente por meio de convênios ou liberação de emendas.
Essa atividade se desenvolve ao longo do ano e, não por coincidência, ganha intensidade em anos eleitorais, como neste 2026.
Há de se dizer que prefeitos e vereadores não concorrerão à reeleição neste ano, o que é verdade, entretanto há muitos vereadores concorrendo a deputado estadual ou federal.
Ou, quando não, estão a apoiar candidatos não apenas à Câmara Federal e Assembleias Legislativas, mas também ao Senado e aos governos estaduais.
É aí que mora o perigo, pela pressão a que são submetidos os eleitores quando os "benfeitores" vão à luta para obter o voto deles em troca dos favores prestados.
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