Redação
"Assim como aconteceu no dia da morte do meu pai, essa data [da condenação] vai ficar marcada na vida da gente. A Justiça tarda, mas não falha". A declaração foi de Vitória Caroline dos Santos, filha do pescador Osmar de Araújo Oliveira, logo depois do julgamento que condenou José Tavares, acusado de matá-lo em agosto de 2016 em atropelamento com moto aquática na Lagoa Mundaú, em Maceió. O júri ocorreu nessa segunda-feira (21).
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No fim da última tarde, José Tavares foi condenado a 8 anos e 11 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por homicídio doloso. Ele já saiu do Fórum do Barro Duro direto para o sistema prisional alagoano, na parte alta da cidade, onde cumprirá a pena.
Durante o julgamento, três testemunhas foram ouvidas e os depoimentos delas foram cruciais para a condenação do réu.
"Paz, alívio, e tira um peso das costas da gente. Foram 10 anos de muita espera, e graças ao bom Deus e à Nossa Senhora, ele [José Tavares] está pagando pela morte do meu pai. Eu posso respirar hoje, colocar minha cabeça no travesseiro e dizer em minhas orações para o meu pai, onde ele estiver me escutando, que a Justiça foi feita. Demorou, mas chegou", disse à TV Pajuçara.
O atropelamento e a morte
Osmar estava embarcado em uma canoa na Lagoa Mundaú quando foi atingido em cheio pela moto aquática, de modelo Jet Ski, em alta velocidade. O piloto era José Tavares, que fugiu sem prestar socorro.
Com o atropelamento, a canoa ficou destruída e Osmar passou 16 dias internado em hospital público, antes de falecer.
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