Flávio Gomes de Barros
No sábado passado, 21, o Democracia Cristã (DC), que tem como presidente nacional o ex-deputado João Caldas (AL), pai de João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, anunciou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como candidato do partido à Presidência da República.
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Ele substituiria Aldo Rebelo, que havia lançado sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em março deste ano pelo DC e que, segundo Caldas, não vinha se saindo bem nas pesquisas de intenção de voto.
Rebelo entrou na Justiça contra a sua substituição por Barbosa e a questão está judicializada.
Além de criar uma polêmica política-jurídica com seu conterrâneo (Rebelo e Caldas são de Alagoas), o presidente nacional do DC, que esperava um grande impacto com o lançamento do nome de Joaquim Barbosa, viu suas expectativas se frustrarem: a rejeição ao ex-ministro do STF é grande.
Em nível nacional, se manifestaram contrários a Barbosa, dentre outros, o presidente do diretório do Democracia Cristã de São Paulo, ex-deputado Cândido Vacarezza, e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Inclusive, Costa Neto foi bastante contundente na sua manifestação:
“É uma piada. Quem se aposenta com 59 anos no Supremo Tribunal Federal não pode ser presidente”.
Em Alagoas, lideranças do agronegócio e de outros segmentos econômicos haviam se comprometido a apoiar Aldo Rebelo e, no campo político, já tinham se manifestado publicamente, por exemplo, o deputado estadual Inácio Loiola (MDB) e o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Holanda Filho (PSDB), que é pré-candidato a deputado federal.
João Caldas tem insistido em viabilizar apoios nacionais a Joaquim Barbosa e oferece a vaga de vice-presidente na chapa – já tentou, sem sucesso, PSDB, Podemos e Republicanos.
Até agora, nada...
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