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Os próprios lulistas desmoralizaram o seu discurso da ameaça golpista

Publicado em 12/10/2026, às 18h00

Flávio Gomes de Barros

Jornalista Rodolfo Borges:

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“Os apoiadores de Lula (PT) se apegam desesperadamente à trama golpista do fim do governo Jair Bolsonaro para tentar virar votos para o petista no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O filho 01 de Bolsonaro carrega, de fato, essa herança, entre outras do governo do pai, como o traumático comportamento insensível e irresponsável durante a pandemia de coronavírus.

Mas tanto o governo Lula, que sobreviveu à base de liminares do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto as ações de ministros do tribunal a favor de sua candidatura à reeleição na reta final do primeiro turno enfraqueceram, até a desmoralização, o discurso dos lulistas sobre a ameaça golpista.

Esse discurso antigo, que a esquerda brasileira saca sempre que sente uma derrota iminente, como no impeachment de Dilma Rousseff, se revigorou após o julgamento da trama golpista, quando se revelou o desejo dos bolsonaristas de permanecerem no poder sem voto, mas voltou a perder força após os ministros lulistas do STF vandalizarem judicialmente o tribunal em favor de Lula.

A história do Brasil é permeada por golpes e tentativas de golpe, alguns mais sutis do que os outros. Se o impeachment de Dilma foi um golpe, o que dizer dos esquemas do mensalão e do petrolão, que o PT cultivou na tentativa de permanecer no poder para sempre, como dizia Gilmar Mendes, esse mesmo que no primeiro turno atuou para favorecer a permanência de Lula no poder?

O petista partiu para o desespero na reta final do primeiro turno, tentando promover uma guerra religiosa que não emplacou, escancarando a insegurança jurídica com a malandra proibição de apostas esportivas da noite para o dia e reajustando um programa social na esperança de ganhar votos.

Seus aliados no STF agiram para endossar e acobertar tudo, e chegaram a impor o cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno com seus esforços para beneficiar Lula.

Se os bolsonaristas apelaram para as Forças Armadas, os lulistas apelaram ao Judiciário.

É essa República que os apoiadores de Lula querem preservar ao evitar a eleição de Flávio?

Nada garante que os bolsonaristas não tentarão permanecer no poder por meio de subterfúgios fora das regras caso o primogênito de Bolsonaro venha a ser eleito — e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que houve discussão sobre golpe no governo passado, apesar de negar que ele chegou a ser efetivamente tentado, como interpretou o STF.

Mas os lulistas não estão exatamente na posição de se oferecer como alternativa a isso. E a verdade, escancarada agora, é que nunca estiveram.”

 

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