Flávio Gomes de Barros
Na legislatura passada o tratamento do MDB, partido mais estruturado do Estado, em relação ao prefeito João Henrique Caldas (PL) não foi - digamos assim - dos mais saudáveis.
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Quem não se lembra, por exemplo, que os vereadores Francisco Holanda Filho e Galba Netto chegaram a ser ameaçados de punição pela legenda, por conta das explícitas manifestações de apoio à gestão municipal?
Assim que a legislação permitiu a mudança partidária, Holanda, Galba e outros integrantes da Câmara Municipal assumiram a fidelidade a JHC e se bandearam para o PL do prefeito.
Em 2025, o cenário parece outro na relação MDB-Prefeitura, tanto que abertamente a bancada emedebista está apoiando a gestão municipal, sem nenhuma contestação.
Ganha quem apostar que o momento atual tem tudo a ver com as eleições do próximo ano, com a forte tendência da união política em torno da quinta reeleição consecutiva do senador Renan Calheiros (MDB) em dobradinha com o deputado federal Arthur Lira (PP) - que deve ser candidato à outra vaga que estará em disputa para o Senado.
Nessa arrumação de bastidores restaria definir quem concorreria ao governo do Estado, quando haverá apenas uma vaga para governador e uma para vice-governador.
Para o executivo estadual há dois nomes no circuito: senador Renan Calheiros Filho (MDB) e prefeito João Henrique Caldas.
E uma terceira via para o Palácio República dos Palmares está sendo viabilizada: deputado estadual Marcelo Victor (MDB), presidente da Assembleia Legislativa e governador em exercício por duas semanas.
Dificilmente haverá em 2026 um cenário diferente desse que está sendo traçado.
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