Redação
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O senador Rodrigo Cunha (União Brasil) começa a semana contabilizando dois fatos positivos na sua campanha para se eleger governador: o apoio do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, e o ostensivo engajamento de Alfredo Gaspar à sua campanha.
O apoio de Luciano dispensa comentários, em termos de relevância: Arapiraca é o segundo maior colégio eleitoral de Alagoas, o prefeito foi eleito (mais uma vez) com uma enorme votação e sua adesão representa o rompimento político com o grupo dos Renans Calheiros, que apoiam Paulo Dantas, adversário de Rodrigo.
Quanto a Alfredo Gaspar de Mendonça, ao ex Procurador Geral de Justiça é atribuída a diminuição dos índices de violência no Estado, quando das suas duas passagens pela Secretaria de Segurança Pública, além de ter sido o segundo mais votado na disputa pela Prefeitura de Maceió, em 2020, vencida por JHC – o que não pode ser desconsiderado.
Há várias outras etapas a vencer, em termos de adesão, mas essencialmente falta a Rodrigo Cunha, nessa fase da campanha, se posicionar politicamente em relação à disputa pela Presidência da República: é Bolsonaro ou Lula?
Em política, eqüidistância rima com omissão. E a omissão quase sempre está ligada à decepção.
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