Flávio Gomes de Barros
É lamentável o papel a que se sujeitam alguns profissionais de comunicação, em nível nacional e local, na defesa dos interesses dos seus preferidos numa campanha eleitoral.
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Isso sempre existiu, deve-se reconhecer, mas nunca no patamar atual.
Uma coisa é divulgar determinado candidato por simpatia, amizade ou convicção sobre suas propostas; outra é fazer isso por outros interesses, inclusive financeiros ou políticos, muitas vezes criando situações inexistentes.
Liberdade de imprensa e estado democrático de direito, expressões tão consagradas, pressupõem acima de tudo dignidade pessoal e isenção profissional.
Dois ingredientes muito em falta nos dias de hoje.
Sem eles, o jornalismo fica capenga, pela perda de credibilidade.
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