'A Última Forca e a Resistência Negra' recebe o 22º Prêmio Espia 2025 – Notáveis da Cultura Alagoana

Publicado em 13/01/2026, às 17h07
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O espetáculo teatral “A Última Forca e a Resistência Negra” será homenageado no próximo dia 22 de janeiro, ao receber o 22º Prêmio Espia 2025 – Notáveis da Cultura Alagoana, uma das mais importantes premiações voltadas ao reconhecimento de iniciativas culturais no estado de Alagoas.

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A cerimônia acontece a partir das 17h, na Barraca Pedra Virada, localizada na Ponta Verde, reunindo artistas, produtores culturais, representantes de movimentos sociais e personalidades que se destacam pela contribuição à cultura alagoana.

A obra tem como ponto de partida um dos episódios mais emblemáticos e violentos da história do Brasil: a última condenação à pena de morte no país, ocorrida em Alagoas, no século XIX. A partir desse fato histórico, o espetáculo amplia a narrativa ao evidenciar a resistência negra como elemento central da formação social brasileira, estabelecendo um diálogo direto entre passado e presente.

Ao longo de sua trajetória, “A Última Forca e a Resistência Negra” consolidou-se não apenas como um espetáculo teatral, mas como um projeto artístico, político e pedagógico. A montagem vem sendo apresentada em diferentes contextos culturais, acompanhada de ações formativas, leituras dramatizadas e rodas de conversa com estudantes, pesquisadores, artistas e representantes do movimento negro, fortalecendo o debate sobre memória histórica, racismo estrutural e justiça social.

O Prêmio Espia – Notáveis da Cultura Alagoana reconhece iniciativas que se destacam pela relevância simbólica, impacto social e contribuição para a valorização da identidade cultural do estado. A premiação do espetáculo reafirma o papel da arte como instrumento de preservação da memória, denúncia das desigualdades e promoção do pensamento crítico.

Para a equipe do espetáculo, o reconhecimento representa a validação de uma trajetória construída com rigor histórico, compromisso ético e sensibilidade artística, reafirmando a importância de narrativas que reposicionam a história a partir das vozes silenciadas.

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