A um dia de prescrição, Paulo Preto é condenado a 145 anos de prisão

Publicado em 07/03/2019, às 08h14
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Folhapress

A um dia da prescrição de um dos processos em que é réu, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi condenado nessa quarta (6) pela segunda vez na Lava Jato, a 145 anos e oito meses de prisão.

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Suspeito de ser operador do PSDB paulista, Paulo Preto completa 70 anos nesta quinta (7) -idade a partir da qual as acusações caducariam se ele não tivesse sido condenado.

Paulo Preto era acusado de formação de quadrilha, peculato (desvio de dinheiro público) e inserção de dados falsos em sistema público de informação. O próprio Ministério Público Federal pedia 80 anos de prisão ao ex-diretor da estatal paulista de rodovias.

A sentença foi dada pela juíza Maria Isabel do Prado, que ainda condenou a filha de Paulo Preto, Tatiana Arana, a 24 anos e três meses. José Geraldo Casas Vilela, ex-chefe do departamento de assentamento da Dersa, também foi condenado a 145 anos e oito meses.

Apesar da pena, o limite máximo que uma pessoa pode cumprir de prisão é 30 anos, mas benefícios como progressão de regime ficam restritos em condenações mais longas.

Nesta ação, Paulo Preto foi acusado pelo Ministério Público Federal de desviar R$ 7,7 milhões (mais de R$ 10 milhões corrigidos) em reassentamentos no trecho sul do Rodoanel.

Ele teria beneficiado, segundo a denúncia, quatro empregadas suas com unidades da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) e auxílios-mudança.

Procurada, a defesa de Paulo Preto afirmou que não iria se manifestar. Ele pode recorrer ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). A defesa de Vilela disse que ele só falará após acesso à sentença.

Na semana passada, Paulo Preto já havia sido condenado em outra ação da Lava Jato a 27 anos de prisão, sob acusação de fraude em licitações e formação de cartel nas obras do Rodoanel Sul e do Sistema Viário Metropolitano de SP.

O ex-diretor ainda é réu em São Paulo em mais uma ação, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro desviado do Rodoanel Sul, do Sistema Viário Metropolitano e da Estrada Parque Várzea do Tietê.

Paulo Preto está preso preventivamente em Curitiba. A Procuradoria o acusa de ter operado propina para a Odebrecht e de ter movimentado R$ 130 milhões em contas na Suíça, de 2007 a 2017.

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