Abertura de empresas no Ceará em 2019 foi a maior em cinco anos

Publicado em 14/01/2020, às 08h52
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O Povo Online

A quantidade de empresas registradas na Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec) no ano passado foi a maior dos últimos cinco anos. Em 2019, 85.092 novos Cadastros Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs) foram emitidos, um crescimento de 21,5% em comparação com o ano anterior, quando 69.981 registros de empresas foram feitos.

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O resultado final foi puxado, principalmente, pela formalização e abertura de micros e pequenas empresas (MPEs). A maior parte do número de empresas abertas em 2019 é de microempreendedores individuais e empresários, que juntos somam 78.407 registros. Isso representa 92% do total de CNPJs expedidos no ano.

Foi também a primeira vez em cinco anos que a quantidade de abertura de negócios superou a casa dos 60 mil registros.

Nos fechamentos de empresas foi observada queda de 57%. De acordo com a Jucec, 31.501 procedimentos foram realizados no ano passado. Número bem menor do que os 71.796 de 2018.

O setor de serviços teve 46,5 mil novas empresas, seguido do comércio, com 30,6 mil, e indústria, com 7,9 mil. "Os números continuam extremamente positivos, o que significa que novas empresas estão abrindo suas portas, empreendendo, investindo no Estado. Isso significa que há bom ambiente de negócios", avalia a presidente da Jucec, Carolina Monteiro.

O resultado acompanha uma tendência de recuperação da atividade econômica. "Não no patamar esperado, pois a maioria corresponde à formalização dos MEIs. Representa ainda uma maior confiança no ambiente de negócios", avalia o economista Alex Araújo.

Esse movimento acontece, segundo ele, por uma maior consciência do público da importância da formalização por causa dos processos de desburocratização para aberturas de novas empresas.

O economista ainda lembra que estudos apontam que ambientes com alta informalidade restringem o crescimento. "O aumento da quantidade de empresas abertas mostra que as pessoas estão buscando alternativas para continuar no mercado de trabalho".

Gestor da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Rafael Albuquerque considera outros fatores para o "expressivo" crescimento de 21,5%, como o lançamento de políticas públicas voltadas aos propensos empreendedores e ao acesso à informação.

Ainda de acordo com o gestor do Sebrae-CE, a queda do fechamento de empresas representa um amadurecimento. O perfil do empreendedor, de maior tempo de estudo, escolaridade, o empreendedor individual, com maior preparo. Para 2020, mais projetos realizados pelo Sebrae serão realizados no Estado, com foco na oferta digital.

A atuação nas plataformas online vão ser ampliadas e mais de 130 cursos online gratuitos para empreendedores e pessoas que queiram montar o próprio negócio.

Tradicional fonte de financiamento para os MPEs é o Banco do Nordeste (BNB). Romildo Rolim, presidente do banco, ressalta os R$ 3,6 bilhões aplicados em contratações de MPEs, valor 24,6% superior ao realizado em 2018. A expectativa é que em 2020 esse valor fique entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Parcerias com o Sebrae e Confederação Nacional do Comércio (CNC) também são celebradas.

O gerente do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), Guilherme Muchale, afirma que na parte final do ano "houve forte crescimento da confiança industrial", o que gerou pontos positivos em termos de concretização e atração de investimentos.

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