Acusada de sonegação em AL foi proibida de comercializar no MA em 2015

Publicado em 07/02/2017, às 09h51

Redação

A empresa carioca Quality In Tabacos, alvo da operação Nicotina, realizada nesta terça (7), em Alagoas, havia perdido o direito de comercializar cigarros no estado do Maranhão, no ano de 2015, por sonegação de impostos, mesmo crime pelo qual é alvo da ação policial de hoje. A organização já foi investigada pela Receita Federal.

LEIA TAMBÉM

A medida foi tomada pela Justiça maranhense depois que uma fiscalização da Secretaria da Fazenda do Maranhão flagrou uma carga de 810 caixas de cigarros, avaliada em R$ 1,5 milhão, que era encaminhada para a cidade de Imperatriz (MA), sem que fosse tributada.

O flagrante foi realizado em 2014. Segundo matérias da época, fiscais de Sefaz checaram a carga, que estava acompanhada de nota fiscal de transferência de mercadorias emitida pela filial da Quality em Maceió e se destinava a outra filial em Marabá, no Pará, onde seria supostamente tributada.

A carga foi liberada, mas a equipe da Sefaz seguiu o veículo e flagrou a descarga na cidade maranhense. Dessa forma, ficou constatado o esquema para evitar que o material fosse tributado pelo Estado de destino, que era o Maranhão e não o Pará.

No ano de 2015, a Quality foi alvo de outra operação, com participação da Receita Federal, que teve como foco o comércio clandestino de cigarros em sete estados brasileiros: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e Pará.

Em Alagoas

De acordo com o promotor Cyro Blatter, coordenador do Gaesf - Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos, do Ministério Público de Alagoas, a Quality In contava com o apoio de outras duas empresas no estado: Agreste Comércio de Tabaco e WRT Lacerda, ambas com sede em Arapiraca.

O “modus operandi” das fraudes não foi detalhado pelo promotor, mas ele confirmou a ligação, direta ou indireta, entre as três empresas e disse que os documentos coletados pela Secretaria da Fazenda de Alagoas apontam para a existência de fraude e eventual lavagem de dinheiro.

A Sefaz foi procurada, mas disse que só se pronunciará em entrevista coletiva, às 11h.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais Justiça determina suspensão de passeios turísticos irregulares na APA Costa dos Corais Palestra reflete arquitetura das habitações modernas para além da estética Artnor: artesãos transformam tradição familiar em legado cultural