Acusado de entregar passaportes a Ronaldinho culpa empresária

Publicado em 06/03/2020, às 22h02
Divulgação / Ministério Público do Paraguai -

Folhapress

Wilmondes Sousa Lira, empresário que está preso no Paraguai sob acusação de ter entregue os passaportes falsos a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis, depôs à Justiça nesta sexta-feira (6).

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Segundo seu advogado, ele afirmou que a responsável pelos documentos adulterados é a empresária paraguaia Dalia López, responsável por levar o ex-jogador ao país para uma série de eventos.

"Dalia López é quem tomou conta de tudo desde o princípio até o final, isso declarou meu cliente", disse Enrique Kronawetter, representante de Wilmondes.

Ainda segundo o advogado, o empresário disse à polícia que, um dia antes, estavam todos visitando o aeroporto para acertar os últimos detalhes da segurança de Ronaldinho na sala VIP, quando o marido de Dalia, Luis Gauto, teria dito a ele "não se preocupe [com a entrada no país], nós que mandamos".

O brasileiro, natural de Tocantins, está detido pela polícia junto com María Isabel Galloso e Esperanza Apolônia Caballero, donas dos documentos que foram adulterados para Ronaldinho e Assis e que também são acusadas pelo Ministério Público do país de fazerem parte da operação.

O ex-jogador e seu irmão foram liberados pela Justiça após admitirem o delito. O Ministério Público considerou que amos foram "enganados em sua boa-fé". Eles se enquadraram num item do código penal paraguaio que libera o suspeito, sem acusação formal, quando este admite um delito e não tem antecedentes criminais no país.

O advogado de Dalia, Hugo Volpe, disse à rádio paraguaia 1080 AM que deixou a defesa de sua cliente.

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