Adesão de prefeituras alagoanas à paralisação de atividades não atinge 100%

Publicado em 14/09/2015, às 11h08
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Redação

Prefeituras ainda não aderiram a paralisação em bloco de quatro dias (Crédito: TNH1/Arquivo)

Apesar do pacto firmado entre os gestores municipais alagoanos, na sexta-feira (11), de fechar as portas das Prefeituras mantendo apenas serviços essenciais, durante toda esta semana, alguns municípios ainda não paralisaram as atividades.

Os prefeitos estariam aguardando reuniões com o secretariado para avaliar a necessidade de fechar as portas dos órgãos públicos.

Nessa situação, está a prefeita de Olho d’Água das Flores, Maria Ester Damasceno Silva, que conversou com o TNH1 por telefone. Ela disse que dois secretários participaram da reunião, mas ainda não há paralisação no município, já que ela não sabe o que ficou definido no encontro, na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió.

“Nós [a prefeita e os secretários] ainda não conversamos. É preciso saber o que foi definido para decidir o que deverá ser paralisado. Se o ideal é manter serviços essenciais, nós manteremos apenas saúde e coleta de lixo, já que saúde não pode esperar. Educação a gente também poderá parar, já que é possível repor depois”, explicou.

Leia mais: Cem das 102 prefeituras de AL fecham as portas a partir desta 2ª

Para o presidente da AMA, Marcelo Beltrão, a paralisação serve de alerta para a população sobre os cortes de repasses que estão afetando os municípios. “Nós pretendemos alertar a população, que não pode ser penalizada. Já foram realizados muitos cortes devido à redução, além do que era esperado, do repasse do Fundo de Participação do Município [FPM]”, disse Beltrão.

Ele acredita que as adesões devem bater a meta de 100% na próxima sexta-feira. “Muitas prefeituras manterão apenas educação, saúde e serviços de coleta de lixo. Muitas prefeituras poderão cancelar suas festas de emancipação, devido à falta de recursos”, alertou.

Beltrão afirma ainda que será necessário repensar o orçamento e replanejar os custos municipais até dezembro, para manter os salários e garantir o pagamento do 13º do funcionalismo público municipal. “[O percentual definido no Pacto Federativo, para os municípios] de 15% do bloco tributário é pífio. Estamos fazendo um esforço para que isso não aconteça”, concluiu.


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