Adolescente nada por quatro horas em alto-mar e salva família à deriva

Publicado em 04/02/2026, às 14h27
Austin Appelbee (à direita) conseguiu salvar a família à deriva - Reprodução

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Um verdadeiro herói sem capa. Para salvar a família, à deriva em alto-mar, esse adolescente de 13 anos nada 4 horas seguidas em busca de socorro. O caso aconteceu na Austrália e o melhor: Austin Appelbee conseguiu.

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Ele, a mãe, Joanne, de 47 anos, e os dois irmãos mais novos, Beau, de 12, e Grace, de 8, são de Perth. Eles estavam de férias em Quindalupe e saíram na hora do almoço para se divertir na água com caiaques e pranchas de stand-up paddle alugados no hotel. Mas o clima mudou de repente e eles foram levados para longe pelas ondas fortes e o vento.

Foi aí que a mãe tomou a difícil decisão de pedir ao Austin que nadasse até a praia para pedir socorro.

4 horas nadando

E o menino tomou a missão para ele. Ele nadou durante quatro horas seguidas e nem sabe como conseguiu.

“As ondas eram enormes e eu não estava usando colete salva-vidas. Eu só conseguia pensar ‘continue a nadar, continue a nadar. E então finalmente cheguei à praia, bati no fundo e desmaiei”, disse em entrevista à imprensa local.

O garoto chegou à costa quando escurecia, disseram as autoridades.

Como foram encontrados

Por volta das 20h30, a mãe e os irmãos do Aistin foram encontrados por um helicóptero de busca.

A família passou quase nove horas na água gelada e resistiu até o último minuto.

A polícia elogiou a atitude do adolescente: “As ações do menino de 13 anos são extremamente admiráveis, sua determinação e coragem acabaram salvando a vida de sua mãe e irmãos”, disse o inspetor de polícia James Bradley.

A decisão difícil da mãe

Joanne contou em entrevista, nesta terça, 3, sobre a decisão difícil que precisou tomar naquela hora: se ia pedir ajuda e deixava os filhos para trás ou se enviava o Austin.

“Uma das decisões mais difíceis que já tive que tomar foi dizer ao Austin: ‘Tente chegar à costa e pedir ajuda. Isto pode ficar muito sério muito rapidamente’. Mantivemos o otimismo, cantamos, brincamos e encaramos tudo como uma brincadeira até o sol começar a se pôr, quando o mar ficou muito agitado. Ondas enormes… Eu tenho três filhos. Os três sobreviveram. Isso era tudo o que importava”, agradeceu a mãe.

Felizmente tudo acabou bem e o Austin agora é tratado como herói na cidade, merecidamente.

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