Advogado criminalista Daniel Keller é encontrado morto em hotel de Salvador

Publicado em 13/06/2025, às 17h53
Daniel Keller, de 41 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (13) - Divulgação / OAB-BA

Folhapress

O advogado criminalista e professor universitário Daniel Joau Perez Keller, 41, foi encontrado morto nesta sexta-feira (13) em um hotel no bairro Caminho das Árvores, área nobre de Salvador (BA).

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O caso é investigado pela Polícia Civil como "morte a esclarecer sem indício de crime".

O corpo foi localizado pela manhã, dentro do imóvel, e uma arma de fogo foi recolhida pela equipe do Serviço de Investigação de Local de Crime, que também acionou o Departamento de Polícia Técnica. A investigação está a cargo da 1ª Delegacia de Homicídios.

Segundo a Polícia Civil, as equipes estão coletando informações e analisando imagens de câmeras de segurança da região. Testemunhas e familiares do advogado serão ouvidos nos próximos dias, ainda de acordo com a corporação.

A OAB-BA (Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia) acompanha o caso desde as primeiras horas da manhã. O presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da entidade, Saulo Guimarães, foi enviado ao local onde o corpo foi encontrado. O órgão também aprovou uma moção de pesar pela morte do colega.

"Daniel era um advogado brilhante que nos deixa de maneira precoce. A tristeza por sua perda é muito grande e atinge não apenas a advocacia, mas todos aqueles que realmente acreditam no Estado democrático de Direito", afirmou a presidenta da OAB-BA, Daniela Borges.

Nome conhecido no meio jurídico baiano, Keller era graduado em direito pela UCSal (Universidade Católica do Salvador) e tinha especialização em ciências criminais pela UFBA (Universidade Federal da Bahia). Também foi professor da UCSal, da Faculdade Ruy Barbosa e da FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências).

O advogado atuou em casos de grande repercussão na Bahia, como o da médica Kátia Vargas -absolvida da acusação de provocar o acidente de trânsito que matou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, em 2013- e o do adolescente Lucas Terra, de 14 anos, queimado vivo e com o corpo abandonado em um terreno baldio, em Salvador, em 2001.

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