Advogado preso por assalto diz que foi sequestrado e alega inocência

Publicado em 06/09/2015, às 16h46
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Redação

Advogado em entrevista ao Fique Alerta, em 2007 (Crédito: Reprodução/ TV Pajuçara)

O advogado Júlio César Cavalcante Silva, preso na sexta-feira (4) suspeito de participar de um assalto no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, com apoio de outros dois homens, pretende registrar um Boletim de Ocorrência por sequestro.

Ele alega que não participou do crime, mas, sim, que foi sequestrado por Juan da Silva, 20 anos, e um adolescente de 16 anos, dentro do carro em que dirigia. Os dois acabaram mortos após perseguição e troca de tiros com uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), também na sexta, no Centro.

A afirmação foi feita a policiais de plantão na Central de Flagrantes, que conversaram com o TNH1. De acordo com as informações obtidas pela reportagem, a advogada do suspeito, Valéria Cavalcante, que também é irmã dele, deve registrar o B.O. a pedido de Júlio César.

Ainda segundo a versão do suspeito, ele locou o veículo Pálio, de cor branca, e placa ORD-9733, apreendido pelço Bope, e foi sequestrado. Com o carro, os dois jovens acusados por ele teriam assaltado uma padaria e, em seguida, teriam trocado tiros com policiais e acabaram morrendo. Júlio César ficou ferido e foi preso.

Transferência

Apesar de alegar inocência, o advogado continua preso, mas, agora, em cela especial, conforme determinam as prerrogativas do advogado.

Ele foi transferido na tarde deste domingo (6) para o quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro do Trapiche da Barra, onde deve aguardar decisão judicial sobre o assalto.

Esta é a segunda vez que Júlio César é preso em Maceió. No ano de 2007, ele foi detido na companhia de dois adolescentes, de 14 e 16 anos de idade, em um carro modelo Gol. Com o trio a polícia apreendeu um revólver calibre 38, com 12 munições intactas.


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