África do Sul entra em recessão pela primeira vez desde 2009

Publicado em 04/09/2018, às 19h53
Cyril Ramaphosa | Reprodução/Facebook -

Redação

Pela primeira vez desde 2009, a África do Sul entrou em recessão. Foi um golpe nos esforços do presidente Cyril Ramaphosa de reanimar a economia após uma década de estagnação.

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A agência de estatísticas da África do Sul informou que a economia contraiu 0,7% no segundo trimestre, diante de declínios nos setores de agricultura, transportes e varejo. Analistas esperavam que a economia cresceria 0,6% no período.

Após a divulgação dos dados, a moeda local, o rand, ampliou as perdas contra o dólar para mais de 2% e os títulos do governo caíram.

“Estamos em recessão. Divulgamos contração no primeiro trimestre… E agora no segundo trimestre com queda de 0,7%”, disse o estatístico-geral da África do Sul Risenga Maluleke.
A agência informou que a produção agrícola caiu 29,2% no segundo trimestre, enquanto transportes, comunicação e armazenamento contraíram 4,9%. Por outro lado, o setor de mineração cresceu 4,9%, e o financeiro teve expansão de 1,9%.

Além disso, a agência disse que a contração econômica no primeiro trimestre foi mais profunda do que o registrado inicialmente, a 2,6%. Analistas disseram que os dados devem fazer com que seja mais difícil para que o banco central da África do Sul eleve a taxa de juros em suas próximas reuniões.

“O cenário de crescimento no primeiro semestre de 2018 é feio e mostra nessa economia que existe fraqueza generalizada nos setores primário e terciário”, disse o economista sênior do banco BNP Paribas Jeffrey Schultz.

Para efeito de comparação, segundo o IBGE, o produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre do ano em relação aos três meses anteriores. Os números são baixos e refletem a estagnação econômica do Brasil.

Histórico
Cyril Ramaphosa enfrenta o desafio de tentar reanimar a economia da África do Sul depois da renúncia de Jacob Zuma em fevereiro.

Zuma sofria pressão da oposição e de seu próprio partido para renunciar em razão de sua impopularidade — em parte explicada pela crise econômica vivida pelo país mas também ligada a acusações não comprovadas de corrupção.

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