Agência mostra como é fácil ser um influenciador digital falso e lucrar com isso

Publicado em 10/08/2017, às 22h47

Redação

Uma agência de marketing digital realizou uma experiência para comprovar que é possível fechar contratos de patrocínio para contas falsas nas redes sociais. O mercado de marketing para influenciadores digitais cresceu muito nos últimos anos e já movimenta bilhões de dólares. Todo esse volume de mercado possibilitou o surgimento de um novo tipo de fraude.

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A agência Mediakix criou duas contas falsas se passando por dois influenciadores (um de moda e outro de viagem) e, comprando seguidores e interação falsos nas redes, conseguiu fechar contrato de patrocínio com quatro empresas (duas para cada conta).

Em seu site, a agência contou como foi a experiência. Para a conta de uma suposta influenciadora de moda, contrataram uma modelo local e tiraram uma quantidade muito grande de fotos no período de um dia, variando os modelos de roupas e cenários.

Com relação à segunda conta, pensada para ser a de uma influenciadora de viagens, coletaram fotos de paisagens em sites de domínio público. Para passar a ideia de que a influenciadora esteve nos locais das fotos, a agência procurou também incluir imagens de mulheres loiras de costas.

Após obter o conteúdo, foi a vez de comprar seguidores falsos. O site da agência não diz onde é possível adquirir esse tipo serviço, apenas conta que um grupo de mil seguidores pode sair ao custo de três a oito dólares. Ao final de dois meses, a conta de moda acumulou, mais ou menos, 50 mil seguidores, enquanto a de viagem chegou aos 30 mil.

A agência deixa claro que havia o temor de o Instagram identificar a fraude e bloquear a conta, mas o esquema não foi descoberto. "Nós chegamos a descobrir que era possível comprar até 15 mil seguidores falsos de uma vez só sem problemas", diz o site.

Após adquirir seguidores, era a vez de comprar a interação. Enquanto cada comentário falso custou 12 centavos de dólar, um grupo de mil curtidas saiu entre quatro e nove dólares.

Com todo o esquema pronto, a agência entrou nas plataformas de marketing para influenciadores. O site informa que foi possível se candidatar a campanhas de patrocínio diariamente. Em alguns casos era necessário escrever mensagens às empresas que ofereciam o patrocínio, enquanto em outras bastava clicar em um botão para se inscrever.

Resultado: cada conta obteve dois patrocínios. A de moda foi patrocinada por uma companhia de trajes de banho e por uma empresa de alimentação, enquanto a de viagens foi patrocinada pela mesma empresa de alimentos e por outra de bebidas alcoólicas.

O site não divulgou quanto foi gasto. Os dois acordos juntos lhes renderam 530 dólares. A experiência da agência mostrou que, apesar de haver mecanismos para detectar contas falsas nas redes sociais, é possível driblar tais controles para realizar este novo tipo de fraude sem dificuldades.

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