Dengue: Alagoas vacinou mais de 6 mil profissionais de saúde e não registrou intercorrências

Publicado em 10/06/2026, às 15h58
- Butantan/Divulgação

Theo Chaves

Mais de 6 mil doses da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foram aplicadas em Alagoas até a suspensão preventiva da campanha de imunização, determinada pelo governo federal na última segunda-feira (8).

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Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde, e foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Segundo a pasta, até o momento não há registro de eventos adversos relacionados ao imunizante no estado.

De acordo com o levantamento, 6.167 profissionais da saúde de Alagoas receberam a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A maior parte das aplicações ocorreu em Maceió, que contabilizou 861 doses.

Em entrevista ao TNH1, o infectologista da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Renée Oliveira, destacou que a suspensão preventiva da campanha não compromete a eficácia da vacina contra a dengue.

“É importante que a população acompanhe as orientações do Ministério da Saúde. Quem recebeu a vacina deve observar o próprio estado de saúde nos 21 dias seguintes à aplicação. A medida adotada é preventiva, não coloca em dúvida a eficácia do imunizante nem altera as evidências de proteção demonstradas até o momento. Os eventos adversos registrados, inclusive sem qualquer ocorrência em Alagoas, continuam sendo investigados pelas autoridades de saúde”, explicou.

No interior, os maiores números foram registrados em Arapiraca, com 432 doses aplicadas, e em Junqueiro, com 237 imunizações.

Segundo o Ministério da Saúde, até o dia da suspensão, aproximadamente 500 mil doses do imunizante haviam sido aplicadas em todo o Brasil. As vacinas contemplaram profissionais de saúde da Atenção Primária, que atuam na linha de frente do SUS.


ENTENDA A SUSPENSÃO

O Ministério da Saúde informou que suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue para apurar a ocorrência de eventos adversos raros e inesperados, que não foram identificados durante os estudos clínicos realizados para a aprovação do imunizante.

A medida, adotada por precaução e a partir de consenso entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ocorre após o registro de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Dentre eles, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos.

A instituição esclareceu que nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.

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