Alagoas e mais 12 estados seguem em alerta para síndrome respiratória grave, aponta Fiocruz

Publicado em 09/04/2026, às 18h08
- Tomaz Silva/Agência Brasil

TNH1 com informações de Agência Fiocruz de Notícias e Agência Brasil

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A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira, 09, aponta que Alagoas e outros 12 estados continuam com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 13, do período de 29 de março a 4 de abril.

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Entre as unidades federativas nesta zona de risco, além de Alagoas, estão Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. No entanto, no resto do Brasil o quadro é de interrupção do crescimento ou queda do número de casos graves de influenza A.

De acordo com a publicação, os casos de SRAG associados à influenza A continuam com sinais de crescimento na tendência a longo prazo em Alagoas, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Paraíba e Sergipe.

A SRAG ocorre quando pessoas com sintomas gripais como febre, coriza e tosse têm piora no quadro, e passam a sentir dificuldade para respirar, precisando de hospitalização. Normalmente, o gatilho para o problema é uma infecção por vírus, mas nem sempre o agente causador é confirmado por exames.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 30,7% de influenza A, 2,0% de influenza B, 19,9% de vírus sincicial respiratório, 40,8% de rinovírus e 6,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Quanto aos óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 40,5% de influenza A, 3,2% de influenza B, 5,5% de vírus sincicial respiratório, 27,3% de rinovírus e 25,0% de Sars-CoV-2.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta que a vacina contra a influenza é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos pelo vírus. Portanto, ela reforça que é fundamental que a população de maior risco – como as crianças, idosos e pessoas com comorbidades, e também os grupos mais expostos, como profissionais de saúde – vacinem-se o quanto antes.

"Além disso, é essencial que gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, se vacinem contra o VSR, garantindo a proteção dos bebês ao nascer. Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento; caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara", destaca Portella.

Maceió está entre as capitais em alerta

O estudo também constatou que Maceió e outras 10 capitais apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento nas últimas seis semanas até a semana 13. Confira a lista abaixo:

Ainda segundo o Boletim, oito capitais mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda dos casos da doença na tendência de longo prazo, continuam com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco até a semana 13: Boa Vista (RR), Manaus (AM), Belém (PA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Salvador (BA), Teresina (PI).

Cenário nacional

Este ano, já foram notificados 31.768 casos de SRAG no Brasil, e cerca de 13 mil tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório: 42,9% de rinovírus, 24,5% de influenza A, 15,3% de vírus sincicial respiratório, 11,1% de covid-19 e 1,5% de influenza B.

O país também registrou 1.621 mortes por SRAG este ano, 669 com exame positivo. Mas nesses casos, o grande destaque é a covid-19, responsável por 33,5% dos óbitos, seguida por 32,9% causadas por influenza A, 22,7% causadas por rinovírus, 4,8% vírus sincicial respiratório e 2,8% por influenza B.

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