Alagoas ocupa o 10º lugar no ranking nacional de óbitos por Covid-19

Publicado em 04/06/2020, às 11h59
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Redação TNH1

Os 506 óbitos registrados até essa quarta-feira (03) levaram Alagoas para a 10ª posição no ranking nacional de mortes ocasionadas pelo novo coronavírus. A estatística também é amarga nos dados sobre mortes a cada 100 mil habitantes. Em 11º lugar, o estado apresenta uma taxa de 15,16, na dianteira do Maranhão (14,53), localidade que apresenta mais que o dobro de óbitos absolutos que os contabilizados por aqui. 

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As informações podem ser conferidas no Painel Covid-19 em Alagoas. A ferramenta desenvolvida pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) traz uma série de dados, com gráficos e estatísticas sobre o cenário da pandemia na capital e no interior.  

No Painel, observa-se que o panorama de transmissão do vírus continua alarmante. Na relação que elenca o número de casos confirmados, Alagoas saltou do 15º lugar na última sexta-feira (29) para ocupar o 11º já no domingo – posição em que se mantém até hoje, com um total de 12.407 pessoas infectadas. 

Já no ranking da quantidade de casos por 100 mil habitantes, o estado ocupa a 12ª posição, com uma taxa de 371,76 contaminados. Neste item, outro detalhe preocupante chama a atenção: Alagoas está à frente dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 

Densidade demográfica

Seja aqui ou em qualquer lugar, as razões para a disseminação acelerada do novo coronavírus apontam invariavelmente para o desrespeito ao isolamento social. Entretanto, os especialistas estimam que particularidades de cada região também podem influenciar. 

No caso de Alagoas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado é o quarto maior em densidade demográfica no Brasil – com 121,2 habitantes por quilômetro quadrado –, perdendo apenas para o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. Ou seja, uma população proporcionalmente grande para um território relativamente pequeno.

“Isso influencia, sim. Quanto maior a densidade populacional, mais facilmente a doença se propaga”, sugere o professor Sérgio Lira, titular do Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). “Isso faz ser mais difícil combater a epidemia”, defende o pesquisador, que desenvolveu, junto com outros cientistas da instituição, uma série de estudos sobre a propagação e as perspectivas de transmissão do vírus no estado.

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