Assessoria
A Aldeia Xucuru-Kariri, localizada em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, recebe o 3º Mutirão “Saúde Indígena em Movimento”, iniciativa da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alagoas/Sergipe, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos.
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Para o coordenador do DSEI Alagoas/Sergipe, Tanawy Kariri, o mutirão representa um avanço concreto na garantia do direito à saúde dos povos indígenas. Segundo ele, levar atendimento especializado até o território contribui para reduzir demandas reprimidas e fortalecer uma atenção integral baseada no diálogo, na parceria e no respeito às realidades das comunidades.
O mutirão leva até o território indígena uma equipe multiprofissional formada por ortopedistas, cirurgiões gerais, ginecologistas, dermatologistas, enfermeiros e outros profissionais especializados. A ação amplia o acesso da comunidade a consultas, exames e procedimentos de baixa e média complexidade, promovendo um atendimento humanizado e respeitoso às especificidades culturais.
Representando o Ministério da Saúde, Helayne Sobral destacou que a iniciativa fortalece a assistência à saúde indígena ao levar o cuidado especializado diretamente às comunidades. Para ela, o mutirão reafirma o compromisso do Ministério com uma atenção integral, equitativa e sensível às realidades culturais, além de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
A Referência Técnica do DSEI, Francismary Mary, ressaltou que a ação simboliza o compromisso contínuo com o cuidado e com a escuta qualificada das comunidades indígenas. Segundo ela, o trabalho integrado entre as instituições e o respeito aos territórios são fundamentais para ampliar o acesso e promover uma saúde mais justa e resolutiva.
A representante da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (DIASI), Elaine Gamenha, destacou que o mutirão fortalece a rede de atenção à saúde indígena ao integrar núcleos, equipes multidisciplinares e serviços especializados, garantindo continuidade do cuidado e respostas mais efetivas às necessidades das comunidades.
O Pajé Celso enfatizou a articulação das lideranças indígenas na construção da iniciativa, afirmando que o mutirão é resultado de um trabalho conjunto com o objetivo de reduzir demandas reprimidas e oferecer atendimento humanizado diretamente na aldeia.
A Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos, representada pela diretora Lara Louzada, reforçou o compromisso da instituição com a saúde indígena. Segundo ela, a participação no mutirão reafirma a missão da Santa Casa de levar cuidado especializado a quem mais precisa, ampliando o acesso da população indígena aos serviços de saúde.
A realização do mutirão reafirma o compromisso das instituições envolvidas com a promoção da saúde indígena, o respeito aos saberes tradicionais e o fortalecimento do cuidado integral nos territórios.
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