Redação EdiCase
Com a chegada do clima seco, sintomas como coceira e vermelhidão nos olhos tendem a se intensificar. Fatores ambientais e a maior presença de poluentes tornam a região ocular mais sensível, favorecendo o surgimento de reações alérgicas que podem comprometer o bem-estar no dia a dia.
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A Dra. Jaqueline Fernandes, oftalmologista do H.Olhos, explica que “a conjuntivite alérgica, também chamada de alergia ocular, é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina que reveste a superfície interna das pálpebras e a parte branca do globo ocular. Ela acontece quando o olho entra em contato com substâncias às quais a pessoa tem sensibilidade”.
Conforme a médica, as causas mais comuns da alergia ocular são poeira, ácaros, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça, poluição, perfumes, maquiagem e até alguns colírios. “A proximidade com esses alérgenos faz o organismo reagir exageradamente e o olho fica vermelho, coçando, lacrimejando e inchado”, explica.
Pessoas com alergias ou histórico familiar, como rinite, asma, dermatite ou alergia ocular, têm mais chance de apresentar conjuntivite alérgica. No entanto, mesmo sem histórico, a irritação ocular pode surgir a qualquer momento se o sistema imunológico for exposto a alérgenos em quantidade suficiente para causar sensibilidade excessiva. Por isso, é muito importante não coçar, pois o ato piora a inflamação e pode causar lesões graves na córnea.
“Esfregar os olhos aumenta a liberação de histamina, substância produzida pelo corpo que age como um dos principais mediadores da resposta imunológica. No caso da alergia ocular, ela é o mensageiro químico que avisa o cérebro sobre a presença de um alérgeno ao provocar sintomas típicos da alergia”, explica a médica.
Além de piorar os sintomas, esfregar os olhos pode causar outros problemas. “Coçar o olho intensamente também pode causar descolamento de retina, camada fina que reveste o interior do globo ocular, e até mesmo deformação da córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho”, alerta a médica.
Segundo a oftalmologista, os sintomas da alergia ocular podem se repetir. “Na maioria dos casos, a conjuntivite alérgica é uma condição recorrente, ou seja, os sintomas voltam sempre que a pessoa entra em contato com aquilo que causa a alergia“, alerta.
Consultar um médico é importante para controlar a condição. “O tratamento depende da intensidade dos sintomas, mas geralmente inclui evitar o agente causador, usar compressas frias e colírios lubrificantes ou antialérgicos prescritos pelo oftalmologista. Em alguns casos, podem ser necessários colírios específicos para controlar a inflamação”, complementa a Dra. Jaqueline Fernandes.
A seguir, a médica lista 5 dicas para prevenir alergias oculares:
A boa notícia é que a alergia ocular não é contagiosa e não passa de uma pessoa para outra. Ela acontece por uma reação individual do organismo. Porém, como os sintomas podem ser parecidos com os de outros tipos de conjuntivite, principalmente a viral, é importante passar por uma avaliação oftalmológica para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Sem os cuidados adequados, há risco de a inflamação persistir e afetar a visão.
Por Sig Eikmeier
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