Flávio Gomes de Barros
As eleições deste ano em Alagoas podem registrar mais um fenômeno em termos de votação, caso seja confirmada a candidatura do deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça (União Brasil) a uma das duas vagas ao Senado a serem disputadas.
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Em seu primeiro mandado na Câmara dos Deputados, Alfredo Gaspar adquiriu notoriedade pela sua atuação enérgica como relator da CPMI que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS e isso está se refletindo positivamente junto ao eleitorado.
Influi muito, para isso, a postura reiterada pelo parlamentar contra a corrupção.
Quem mais se preocupa com o patamar de aceitação ao nome de Alfredo Gaspar ao Senado é o MDB do senador Renan Calheiros, que neste ano tentará seu quinto mandato de senador - o partido tem como trunfo o fato de possuir mais de 70 filiados dentre os 102 prefeitos alagoanos e, como desfavor, o reconhecido alto índice de rejeição de Renan.
Pelas avaliações até agora feitas junto ao eleitorado, Alfredo pode prefeitamente repetir os feitos de Ronaldo Lessa em 1992, quando se elegeu prefeito de Maceió desbancando os favoritos Teotonio Vilela Filho e José Bernardes, e em 1998, ao se eleger governador contra Manoel Gomes de Barros, que tentava a reeleição tinha apoio de 94 prefeitos.
Ou, ainda, ter um desempenho semelhante ao de Rodrigo Cunha em 2018, quando foi eleito senador mais votado sem ter apoio de quase nenhum prefeito - Renan Calheiros, apoiado por dezenas de prefeitos, se reelegeu ao Senado na segunda vaga.
Quem acompanha os bastidores da política sabe bem que a história pode perfeitamente se repetir neste ano de 2026 - agora, com Alfredo Gaspar de Mendonça.
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