Autoescola é denunciada por estelionato após clientes pagarem e não terem aulas

Publicado em 19/02/2026, às 17h13
A CNH é o documento que, no Brasil, atesta a aptidão de um cidadão para conduzir veículos automotores terrestres - Reprodução

Redação

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Um grupo de alunos registrou boletim de ocorrência contra uma autoescola por suposto estelionato, após efetuar pagamento para obtenção da primeira habilitação, na categoria B, e não iniciar as aulas teóricas nem práticas, em Maceió. O estabelecimento funcionava às margens da BR-101, no bairro Cidade Universitária. Segundo os denunciantes, o local foi fechado após o aumento das reclamações, mas o CNPJ da empresa continua ativo.

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Ao TNH1, uma das vítimas relatou que o pagamento para realizar a primeira habilitação foi feito em 31 de outubro de 2025, mas, até esta quarta-feira (19), as aulas não foram iniciadas e os valores não foram devolvidos. Recibos apresentados à reportagem indicam valores de R$ 800 pela habilitação, R$ 154 por monitoramento prático e R$ 60 por monitoramento teórico, todos quitados via Pix na mesma data pela cliente.

As aulas estavam previstas para começar em novembro, mas não foram iniciadas. Segundo a vítima, o responsável chegou a informar que faria o reembolso após retornar de uma viagem.

“Esperamos dezembro, janeiro, e nada. Ele só responde quando é para nova matrícula. Quando é para devolver o dinheiro, não há retorno”, relatou.

Já uma outra vítima formalizou denúncia por estelionato (artigo 171 do Código Penal) na Delegacia Virtual de Alagoas. O registro foi encaminhado ao 10º Distrito Policial e descreve que houve pagamento e abertura de processo, mas as aulas não começaram e não houve retorno da empresa após pedido de reembolso.

Os alunos afirmam, ainda, que o fechamento do ponto físico ocorreu após o aumento das denúncias nas redes sociais, e não por falta de funcionamento regular. Comentários de clientes questionando a situação teriam sido ocultados e, posteriormente, a função de comentários desativada depois da repercussão.

Antes do bloqueio, segundo os denunciantes, foi possível identificar ao menos seis outras pessoas na mesma situação, que também teriam registrado ocorrência. Todas as vítimas encaminharam boletim à reportagem.

Parte dos clientes conseguiu reaver o valor por meio de estorno junto às operadoras de cartão de crédito. Já aqueles que pagaram via Pix ou em dinheiro relatam não ter conseguido recuperar o montante. 

Além dos alunos, ex-funcionários também teriam relatado falta de pagamento de salários e verbas trabalhistas.

A reportagem não conseguiu contato com o responsável pela empresa até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação. 

 

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