Amigo de homem morto em posto de combustíveis, horas após o casamento, presta depoimento à polícia

Publicado em 05/09/2024, às 11h19
Derlan Douglas foi morto a tiros no Jacintinho | Arquivo Pessoal -

TNH1

A Polícia Civil já ouviu o amigo de Winderlan Douglas Oliveira Felix, o jovem que foi assassinado a tiros em um posto de combustíveis na Rua Coronel Paranhos, no bairro de Jacintinho, em Maceió, horas depois de ter casado na Capelinha do Jaraguá. O delegado Arthur César, que está à frente do inquérito, confirmou a informação ao TNH1 na manhã desta quinta-feira (05), porém não passou detalhes do depoimento da testemunha para não atrapalhar as investigações.

LEIA TAMBÉM

'Derlan' Douglas, como a vítima era conhecida, era integrante de um grupo de bumba meu boi e foi assassinado horas após o casamento. Segundo informações preliminares, ele estava na moto e retornava de um ensaio do grupo quando foi atingido pelos tiros na noite de terça-feira (03). O amigo que estava com ele ficou ferido após também ser baleado. Ninguém foi preso e ainda não se sabe a motivação do atentado. Ao TNH1 a viúva de Derlan relatou que o jovem pode ter sido morto por uma briga de trânsito

O inquérito já foi instaurado e a polícia trabalha para buscar a identificação da autoria dos disparos, além da dinâmica do crime, através de imagens de câmeras de segurança da região. À reportagem, o delegado Arthur César explicou que as informações serão preservadas nesse momento para não prejudicar a investigação. "Vamos segurar [as informações]. Infelizmente, não poderemos adiantar nada de uma investigação que está apenas no inicio", limitou-se a dizer.

Além dessa testemunha que já foi ouvida, a polícia aguarda a recuperação do amigo de Derlan, também vítima do atentado, para interrogá-lo. No dia do crime, a Polícia Militar foi informada de que os disparos foram efetuados por um homem de aparentemente 50 anos, de cabelo preto, vestindo uma camisa listrada preta e vermelha e que seria apelidado de “Tatu”. Ele teria fugido em direção ao Vale do Reginaldo. A Polícia Civil, no entanto, não confirma o envolvimento dele.

Quem tiver informações que possam ajudar na investigação pode comparecer na DHPP, em  Chã de Bebedouro, ou ligar para o Disque Denúncia, no 181. A ligação é gratuita e o sigilo é assegurado.

Versão da viúva 

A viúva de Derlan Douglas relatou, em entrevista ao TNH1, nessa quarta-feira (04), que o jovem pode ter sido morto por uma briga de trânsito. Ela negou que o marido tinha envolvimentos com atividades ilegais. "Eu sei quem era meu marido e tenho certeza que ele não era metido em nada de ruim", afirmou a mulher que vai ter o nome preservado.

A viúva disse que foi informada sobre o envolvimento do esposo em uma confusão por causa do trânsito com o suposto autor dos disparos. "Eu quero ter acesso às imagens, porque o que chegou pra mim é que tinham batido na moto dele e que depois começou uma discussão e que no meio disso um homem atirou nele", contou.

A versão, no entanto, ainda não é validada pela Polícia Civil. Também nessa quarta, o delegado Arthur César destacou que não sabia se Derlan Douglas era o alvo do atirador, mas também trabalhava com outra linha de investigação que não poderia revelar.

Recém-casado deixa duas filhas

Derlan Douglas morava no bairro Prado e a mulher o aguardava em casa antes de saber do assassinato. "Ele fazia parte de um grupo de bumba-meu-boi e foi ensaiar. Ele me ligou ontem umas 21h30 dizendo que estava voltando para casa e esse negócio [o assassinato] aconteceu umas 22h", detalhou.

"Ele trabalhava como condutor de aplicativo e também vendia acessórios para celular. Não era metido com nada de ruim e nem fazia mal a ninguém", continuou a esposa.

O jovem deixa dois filhos, de 3 e 5 anos, frutos de uma relação anterior. O corpo foi velado em uma central de velórios, no bairro do Prado. 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Coreógrafo é assassinado e corpo é encontrado sob entulhos em quintal de casa, em Viçosa PM se manifesta após promoção de policial envolvido na morte de Gabriel Lincoln Dois homens são presos por tentativas de homicídio cometidas na década de 1990 Em Inhapi, homem que estava foragido é preso por estupro cometido em 2018