Análise: "É suprema vergonha Gonet não ver parcialidade de Toffoli "

Publicado em 24/01/2026, às 17h00

Flávio Gomes de Barros

Texto de Walter Maierovitch, professor, jurista e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo: 
 
"O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não vislumbrou nenhuma causa geradora de parcialidade do ministro Dias Toffoli no caso Master.
 
Da mesma forma, Gonet não enxergou que ele não é o procurador natural, ou seja, constitucionalmente pré-estabelecido. O procurador natural é o de primeiro grau.
 
Apesar da clareza solar da parcialidade, da inversão tumultuária procedimental promovida por Toffoli e da inexistência de foro privilegiado entre os investigados sob suspeita, Gonet nada percebeu.
 
Pior, como procurador-geral, chefe do Ministério Público da União, deu de bandeja aos ministros a justificativa para Toffoli continuar à frente do caso Master.
 
O decano, Gilmar Mendes, que sugeriu a Lula a primeira indicação de Gonet, seu ex-sócio em um instituto de ensino e 'habitué' no escandaloso Gilmarpalooza, defendeu a manutenção de Toffoli.
 
Até aquele que se apresentou como guardião da ética, o presidente do STF, Edson Fachin, partiu para o abraço corporativo.
 
Na verdade, foi um abraço de afogados. Desmoralizante, segundo a opinião pública.
 
Num regime democrático, Fachin se esqueceu da deontologia, de que o detentor do poder é o povo, e não a corporação atuante em seu nome.
 
De tudo, convém recordar o grande escritor brasileiro Mario Quintana, que escreveu: 'A Justiça é cega. Isso explica muitas coisas'."
 
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