Ano termina com número recorde de 251 jornalistas presos no mundo

Publicado em 13/12/2018, às 16h59
Jornalistas | Pixabay -

VEJA.com

Em 2018, mais de 251 jornalistas foram presos enquanto exerciam a profissão. Segundo relatório do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ), os recordes dos 3 últimos anos representam a normalização da prisão de comunicadores. China, Egito e Arábia Saudita foram os que mais aumentaram o número de detenções, e a Turquia manteve o topo da lista entre os países citados.

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Depois dos turcos, que contabilizam 68 jornalistas presos, estão China (47), Egito (25) e Arábia Saudita (16). A Eritreia completa os cinco primeiros lugares da lista, empatada em número com os sauditas, com o CPJ denunciando a falta de informações sobre o estado de saúde dos comunicadores no território.

Cerca de 70% dos comunicadores presos no mundo foram detidos por crimes contra o Estado. Na Turquia, por exemplo, a maioria é acusada de manter laços com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), a guerrilha curda do país.

O relatório também destaca o aumento de jornalistas detidos pela divulgação de supostas notícias falsas. Em dois anos o número passou de nove para 28, 19 deles no Egito.

Não há informações sobre quais acusações pesam sobre 18% dos presos.

Em relação ao continente americano, figuram na lista a Venezuela, com três presos, e o Brasil, com um. Nos EUA, “onde os jornalistas enfrentaram um discurso hostil e violência física”, não há profissionais na prisão, mas com nove detenções ao longo do ano.

Na Europa há um profissional russo preso na Ucrânia e outro ucraniano na Rússia. Na Etiópia, pela primeira vez desde 2004, não há profissionais presos.

O CPJ concluiu que a “abordagem autoritária” às coberturas jornalísticas críticas se transformou em algo maior que uma tendência temporária, e que um mundo com centenas de jornalistas detidos é “o novo normal”.

Os dados foram divulgados na mesma semana em que a revista Time premiou jornalistas como as “personalidades do ano”.

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