Anvisa proíbe 'café de açaí', suspende glitters com plástico e lote de azeite

Publicado em 06/02/2026, às 08h38
- Reprodução/Instagram

g1

Ler resumo da notícia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão e a proibição de uma série de produtos alimentícios considerados irregulares após ações de fiscalização. As decisões foram publicadas nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União e envolvem desde um produto vendido como suplemento para tratar doenças até glitters usados em confeitaria e um lote de azeite de oliva.

LEIA TAMBÉM

Café de açaí com promessas de cura

O “Café de Açaí", da marca Du Brasil, é comercializado como suplemento alimentar. Segundo a Anvisa, o produto utilizava constituinte não autorizado e trazia no rótulo alegações terapêuticas proibidas, prometendo tratamento para diabetes e fibromialgia —doenças que exigem acompanhamento médico e não podem ser tratadas com alimentos ou suplementos.

A agência também apontou origem desconhecida, ausência de notificação sanitária obrigatória e condições inadequadas de armazenamento. Diante das irregularidades, foi determinada a apreensão e a proibição total da fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto.

Glitters culinários com plástico

Outro alvo da fiscalização foram os pós para decoração (glitters) da marca MAGO, amplamente usados por confeitarias e consumidores domésticos. A Anvisa identificou a presença de materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida, com indicação direta ou indireta para uso em alimentos.

Segundo a resolução, os produtos eram comercializados em plataformas de comércio eletrônico como itens comestíveis, o que representa risco de ingestão de plástico. Todos os lotes foram suspensos, com determinação de recolhimento imediato do mercado.

Azeite com origem desconhecida

A terceira medida envolve um lote de azeite de oliva extra virgem da marca Campo Ourique (lote 288/04/2024). De acordo com a Anvisa, o produto apresentava origem desconhecida e falhas na rotulagem, além de resultado insatisfatório em análise realizada por laboratório oficial.

Diante das irregularidades, a agência determinou a apreensão e a proibição da comercialização do lote em todo o país.

As decisões fazem parte das ações regulares de vigilância sanitária e têm como objetivo evitar fraudes, proteger o consumidor e coibir práticas que induzem ao erro, especialmente quando produtos alimentícios são associados, de forma irregular, ao tratamento de doenças.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Mulher dada como morta pelo Samu tem alta após 19 dias internada MP denuncia filho de Popó por tentar aliciar jogador alagoano em esquema de apostas Pirarucus que Lula ganhou de presente viram problema na Granja do Torto Casal que adotou 49 crianças e era procurado pela Interpol por abusos sexuais é preso no Brasil