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Após 7 anos com pernas dobradas, jovem descobre que saída é amputação

Publicado em 14/05/2026, às 19h07
- Reprodução/ Megan Dixon SWNS

Correio Braziliense

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A vida de Megan Dixon mudou completamente quando ela tinha apenas 14 anos. O que começou com dificuldades para caminhar evoluiu para uma condição rara e dolorosa que deixou suas pernas travadas em um ângulo de cerca de 45 graus. Hoje, aos 21 anos, a jovem se prepara para amputar os dois membros após anos de diagnósticos inconclusivos e tratamentos sem resultado.

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Moradora de Cambridgeshire, no Reino Unido, Megan contou ao tabloide britânico Daily Mail que passou grande parte da adolescência tentando entender o que estava acontecendo com o próprio corpo. Antes disso, ela havia enfrentado episódios de coqueluche e mononucleose infecciosa ainda aos 13 anos.

Pouco tempo depois, suas pernas começaram a falhar. Inicialmente, ela recebeu diagnóstico de encefalomielite miálgica, condição neurológica crônica conhecida por causar fadiga extrema e dores persistentes. Mesmo com sessões de fisioterapia, o quadro piorou rapidamente.

Segundo Megan, as pernas ficaram completamente rígidas e o restante do corpo também começou a apresentar sinais graves. Ela perdeu a capacidade de sentar sozinha, teve dificuldades para falar e chegou a entrar em um estado semelhante ao coma.

Durante uma internação em um hospital de Bristol, a britânica permaneceu mais de um ano internada. Nesse período, perdeu movimentos, força muscular e parte da visão. Mais tarde, foi transferida para uma instituição especializada em distúrbios neurológicos, onde precisou reaprender funções básicas do corpo.

Com o passar dos anos, Megan recebeu o diagnóstico de Transtorno Neurológico Funcional, conhecido como FND, condição que afeta a comunicação entre cérebro e corpo. Ainda assim, os danos em suas pernas continuaram avançando.

Ela afirma que procurou ajuda de seis cirurgiões diferentes e que cinco recusaram seu caso. Quando finalmente encontrou um médico disposto a realizar o procedimento, os joelhos já estavam comprometidos de forma irreversível.

“Passei muito tempo sendo desacreditada enquanto sentia dores insuportáveis todos os dias”, afirmou a jovem ao relatar a longa busca por respostas.

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