Após agressões a jogador, empresário ordenou limpeza de manchas de sangue, diz testemunha

Publicado em 13/11/2018, às 21h05
Reprodução/Twitter -

Redação

Uma testemunha informou à polícia que o empresário Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Correa Freitas, obrigou convidados da festa que ocorria na sua casa a limparem manchas de sangue deixadas pela agressão contra a vítima, que morreria horas depois. A jovem Evelly Brisola Perusso, de 19 anos, foi ouvida nesta terça-feira, 13, pelo delegado Amadeu Trevisan, de São José dos Pinhais, onde aconteceu o crime.

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A jovem relatou que o colchão do casal chegou a ser cortado na parte em que havia sangue e o tecido foi queimado junto com os documentos do jogador. Brittes confessou ter matado Daniel após supostamente ter flagrado o jogador em sua cama ao lado da sua mulher. Brittes tentou decapitar o atleta e decepou seu pênis. O corpo foi encontrado na Colônia Mergulhão, na área rural de São José dos Pinhais.

Evellyn era amiga de Allana Brittes, que está presa, e chegou a trocar beijos com o atleta durante a festa de 18 anos de Allana, comemorado em uma casa noturna de Curitiba. Segundo ela, mesmo depois de as agressões ao jogador continuarem, o empresário disse que “não era para pedir ajuda de ninguém, que ele estava na casa dele”.

Segundo o depoimento, Cristiana, mulher de Edison, chegou a intervir em favor do atleta, para que o marido não fizesse nada e recebeu uma nova bronca do marido que a questionou: “Você está defendendo esse vagabundo?”, questionou.

Ainda no depoimento, Evellyn dá mais detalhes sobre o caso. Ela diz que “Júnior (Brittes) havia ido ao quarto, onde viu Daniel no quarto, sendo que ele tentou se esconder e então Júnior entrou no quarto, deu tapas no rosto da Cris e começou a agredir Daniel”.

Além disso, Evellyn comentou que durante o encontro “em momento algum Cristiana relatou abuso sexual ou estupro por parte de Daniel”.

Seis suspeitos estão presos pelo crime

O empresário Edison Brittes, a mulher, Cristiana, a filha, Allana, além do primo Eduardo Henrique e os amigos David Willian e Ygor King, estão presos temporariamente.

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