Terra
Em um vídeo nas redes, o youtuber Felipe Castanhari revelou que um de seus gatos, Jack, morreu após ser envenenado por um inseticida usado em uma dedetização. O caso aconteceu há três meses, mas ele decidiu compartilhar somente nesta quarta-feira, 1º, como forma de alerta a outros tutores.
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O influenciador contou que contratou o serviço após encontrar uma aranha-marrom na porta de sua casa. A medida foi tomada para a segurança dos animais, já que, segundo ele, os três gatos têm o costume de caçar. “O que me foi passado é que eu poderia deixá-los presos em um cômodo que não seria dedetizado e que, após três horas, eu poderia soltá-los normalmente”, explicou.
Ele confessa que achou estranho e manteve os pets isolados por mais algumas horas. Já no dia seguinte, Jack apresentou os primeiros sintomas, estava agitado, não parava de tremer as orelhas e se lambia muito. Então, ele decidiu procurar uma veterinária, que constatou que ele foi envenenado por por bifentrina, um inseticida piretróide comum no controle de pragas como cupins, aranhas e escorpiões.
Ao Terra, a médica veterinária especializada em medicina felina Alessandra da Silva Gonçalves explica que essa substância é muito tóxica para gatos. “Inclusive, [piretroide] consta em muitos xampus e sabonetes anti-pulgas que as pessoas usam no banho em gatos. 'Ah, mas eu usei no meu cachorro e nunca deu nada', mas o cachorro não se lambe igual ao gato”, aponta.
Segundo a especialista, os gatos têm o costume de se lamber para tirar o cheiro que fica no seu corpo, é quando a lambedura excessiva faz com que ele acabe se intoxicando com aquele produto.
Quais os cuidados?
Alessandra explica que esse tipo de intoxicação acontece com frequência devido à falta de preparo de algumas empresas em relação às orientações e cuidados com os pets. Ela alerta que, antes de qualquer aplicação, as companhias de dedetização precisam saber se há cães ou gatos na residência.
"Com filhotes de gatos, o cuidado deve ser ainda maior, justamente por causa da sensibilidade e da lambedura. O problema maior com os gatos é que eles têm contato direto com a superfície e, por se lamberem com frequência, acabam ingerindo o veneno”, afirma Alessandra.
A médica veterinária orienta que o tempo de espera para ter contato com os locais após a dedetização deve ser de 24 a 72 horas, a depender do princípio ativo usado na eliminação de pragas. O mais importante é retirar os animais do local para evitar qualquer tipo de contaminação.
Também é fundamental deixar o ambiente bem higienizado e arejado quando o animal retornar ao local. “Existem desinfetantes específicos para gatos e cães, à base de amônia quaternária, que são estéreis. Esse tipo de produto limpa e elimina todos os resíduos do local, garantindo a segurança dos pets”, alerta.
Em caso de intoxicação, os sintomas mais comuns são:
Caso o tutor perceba algum desses sintomas, o recomendado é buscar atendimento veterinário imediatamente. Além disso, é importante saber o princípio ativo utilizado na dedetização, para usar o antídoto certo.
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