Após corte em financiamento, Instituto Biota deve reduzir monitoramento da costa

Publicado em 26/12/2018, às 11h25
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Eberth Lins com TV Pajuçara

Parte do trabalho desenvolvido pelo Instituto Biota de Conservação em Alagoas parece estar com os dias contados. A ONG, que atua no resgate e preservação de animais marinhos em Alagoas, tem como principal fonte finaceira uma empresa de exploração de petróleo, responsável pela contratação de monitores. O Biota precisa destes profissionais para obedecer às regras mantidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para continuar funcionando. O contrato, no entanto, vence no próximo sábado (29) e não há previsão de renovação.

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De acordo com o diretor-presidente do Biota, Bruno Stefanis, com o fim do financiamento, o trabalho de monitoramento será comprometido. “Das 35 pessoas contratadas, só permanecerão 12, que serão responsáveis por fazer o monitoramento de todo o litoral alagoano”, disse.

O centro de recuperação de animais, que funciona no município de Coruripe, também deve ser desativado. “Não será mais possível resgatar e tratar animais vivos encontrados na costa marítima de Alagoas”, pontua o diretor do Biota.

O diretor apela para que empresas interessadas em contribuir com o trabalho entrem em contato. “Em oito meses de monitoramento já superamos a meta e dobramos os números do ano passado, mas nós precisamos estender o trabalho para ter um dado real do nosso estado”, complementou.

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