Após guardar por anos relíquias de Michael Jackson, brasileiro pode lucrar mais de R$ 250 milhões com venda

Publicado em 22/04/2026, às 15h36
- Arquivo pessoal

Extra Online

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Há 33 anos, Marcelo Cunha, de 66, é o proprietário de alguns tesouros. Em seu baú estão objetos esquecidos ou dados a ele por estrelas do show business como Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, Madonna, a banda Kiss, entre tantos que transportou em suas vans na era da efervescência musical no Brasil.

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Uma dessas relíquias, porém, pode mudar a vida de Marcelo até sua quarta geração. Em 1993, ele foi o motorista de Michael Jackson, em sua segunda visita ao Brasil, desta vez como um popstar. Cunha passou uma semana com o astro e ao fim da visita do cantor, recebeu dele um presente.

"Ele me deu uma fita em VHS com a gravação do show que ele fez na Argentina, antes de se apresentar em Sâo Paulo. O Michael viajava com uma equipe que registrava tudo dele e tem mais de uma hora de gravação inédita. Ele me entregou a fita e um bilhete com seu autógrafo", conta Marcelo, que pretende leiloar ou negociar diretamente com algum fã abastado o seu precioso presente.

Acontece que, para entrar nessa disputa, é necessário ter US$ 50 milhões, ou cerca de R$ 250 milhões para pagar pelo material. Até a família, certa época, tentou ter de volta a fita:

"Acontece que fomos para a esfera jurídica e foi comprovado que ganhei e se ganhei é meu. O que não posso fazer é explorar o conteúdo do vídeo, mas posso negociá-la como obra de arte. Inclusive está no meu imposto de renda".

Naturalmente também está trancada num cofre que Cunha não diz onde é em hipótese alguma. De Michael ele também tem um guarda-sol. Acabou ganhando de Bill Bray, chefe da segurança de Michael por anos e considerado por ele um segundo pai.

"Quando ele chegou no aeroporto de Guarulhos, o pessoal da alfândega foi até o avião para que ele não precisasse passar pela fila na imigração, pois tinha milhares de fãs no saguão. Consegui estacionar o carro ao lado para apanhá-lo, quando Michael surge, ao lado do Bill, segurando um guarda-sol, com uma marca nacional. Havia essa preocupação de ele não pegar sol. Quando o deixei no hotel, o Bill me deu o guarda-sol: 'Fica com ele para você'" recorda.

O objeto hoje está sendo negociado por R$ 1,5 milhão e já conta com interessados. Era de Cunha também a jaqueta que Michael usou no Brasil e esqueceu na van. Após a morte do cantor, em 2009, um amigo sugeriu que ele fizesse um leilão da jaqueta. Cunha considerou a ideia, mas desistiu:

"Eu me senti péssimo, um oportunista e deixei para lá. Eu doei praticamente a jaqueta para o Rodrigo Teaser (cover de MJ), que é muito talentoso e esforçado no que faz".

Da semana que passou com o Rei do Pop, Cunha só guarda boas recordações. Ele conta que Michael se mostrou curioso sobre a vida no Brasil, olhava pela janela da van seus fãs com faixas pelo caminho, teve interesse em saber sobre as periferias e foi cordial com todos. Estrela que era, não pediu nada de inusitado, a não ser uma coisa: filmes de locadoras.

Naquela época a gente não tinha TV a cabo, nada disso. Era videocassete mesmo. Quando ele chegou ao hotel, queria assistir a filmes e fizemos uma operação de guerra. Eu sabia que havia uma locadora perto dali. Posicionei a van numa saída que não tinha fãs e outra van saiu, como se Micheal estivesse nela. Ele foi comigo até a locadora. Chegando lá, pedi ao gerente que fechasse, dizendo quem ia entrar. Michael entrou, alugou o filme e saiu sem que ninguém soubesse que ele esteve ali", relata.

 

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