Yasmin Gregorio
Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, foi condenado a 30 anos de prisão pela morte de Mikaele Leite da Silva, assassinada no Vergel do Lago, em Maceió. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (7), no Fórum da Capital.
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Com a nova condenação, a soma das penas impostas a Albino chega a 234 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão, segundo informações do Ministério Público Estadual.
Durante o júri, a promotora de Justiça Adilza de Freitas sustentou que Albino não tinha um relacionamento com Mikaele e que a aproximação entre os dois teria começado durante uma live. Segundo a acusação, ele teria usado o perfil @guerracomanf e oferecido R$ 250 para ter uma relação sexual com a jovem.
Ainda de acordo com a promotoria, Mikaele teria recusado a proposta, o que teria provocado a reação de Albino. A acusação afirmou que ele passou a investigar e perseguir a jovem até cometer o assassinato.
A versão apresentada no julgamento contrariou a narrativa de que Albino teria matado Mikaele por não aceitar o fim de um relacionamento e tentar reatar com ela. A defesa negou a aproximação descrita pelo Ministério Público e afirmou que o réu nunca ofereceu dinheiro à vítima.
Condenações ultrapassam 234 anos
Preso desde 2024, Albino já foi condenado em outros processos relacionados a assassinatos. Antes do julgamento pela morte de Mikaele, as penas impostas a ele já ultrapassavam 200 anos de prisão.
A condenação mais recente citada pelo MPAL havia ocorrido em maio deste ano, quando Albino recebeu pena de 29 anos e um dia pela morte de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos. Após a sentença desta quarta-feira, a promotora Adilza de Freitas afirmou que a pena de 30 anos ficou dentro do que era esperado pelo Ministério Público e destacou que os jurados acolheram os pedidos apresentados pela acusação.
Segundo ela, o Conselho de Sentença reconheceu as duas qualificadoras apresentadas pelo MP e rejeitou a tese de inimputabilidade de Albino. “Os jurados atenderam o pedido do Ministério Público e aceitaram que ele nunca foi louco nem é”, afirmou a promotora.
Adilza citou ainda o exame psiquiátrico realizado durante o processo, que, segundo ela, apontou que Albino era plenamente capaz de entender o caráter ilícito do crime e de se determinar de acordo com esse entendimento.
*Estagiária sob supervisão.
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