Após repercussão negativa, Bolsonaro apaga vídeo de 'golden shower'

Publicado em 22/03/2019, às 07h26
Jair Bolsonaro | Agência Brasil -

Folhapress

Após ter causado polêmica nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro apagou vídeo com conteúdo obsceno que havia divulgado durante o Carnaval.

LEIA TAMBÉM

Ele também retirou pergunta sobre o que era "golden shower", práticas sexual exibida nas imagens e que define o fetiche de urinar na frente de um parceiro ou sobre ele.

A publicação, que foi criticada tanto pela cúpula militar como por líderes partidários, foi apagada de sua conta oficial do Twitter sem explicações oficiais do Palácio do Planalto.

Na terça-feira (19), a defesa dos dois homens retratados no vídeo ingressaram com pedido de mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) requerendo a exclusão das imagens da conta do presidente.

Em caráter reservado, assessores presidenciais afirmam que o vídeo foi excluído pelo presidente no dia 7 de março, devido à repercussão negativa do episódio, inclusive na imprensa estrangeira. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto não quis comentar oficialmente.

A data de exclusão, contudo, é contestada por amigos dos homens expostos. Segundo eles, o vídeo ainda não havia sido apagado da conta oficial do presidente na segunda-feira (18).

As imagens divulgadas mostravam um homem introduzindo um dedo no próprio ânus e recebendo um jato de urina na nuca.

Segundo relatos feitos à reportagem, Bolsonaro ficou incomodado com a repercussão negativa causada pelo vídeo, "sentiu o golpe" e admitiu que reagiu por impulso ao compartilhar o material.

Em nota à imprensa, a defesa os dois homens afirmou que a exclusão do conteúdo é uma "atitude republicana" e uma "grande vitória" para democracia, "Nós consideramos que, processual e tecnicamente, ainda há questões jurídicas a serem enfrentadas pela Suprema Corte", disse.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado