Após saída do 'Mais Médicos', formatura de índios em Medicina viraliza

Publicado em 09/12/2018, às 10h31
Formatura de índios em Medicina viraliza dois anos depois | reprodução / Redes Socais -

TNH1 com agências

Os índios da etnia Pataxó, Amaynara Pataxó, de 27 anos, e Vazigton Guedes Oliveira, se formaram em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no ano de 2016 mas só agora a conquista viralizou nas redes sociais. O caso veio à tona depois da polêmica saída dos cubanos da área de saúde e o cancelamento do programa 'Mais Médicos'.

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A publicação do momento da formatura feita pela UFMG, onde eles foram diplomados vestidos a caráter, comoveu muitos internautas e também levantou o debate das cotas nas universidades públicas.

Confira:

Nascida nas terras indígenas Carmésia, no Vale do Rio Doce mineiro, Amaynara e Vazignton - nascido em Cumuruxatiba, sul da Bahia - disseram ao portal de notícias que vão se especializar em saúde da família e trabalhar com o povo indígena.

Para receber os diplomas, os novos médicos pintaram os rostos - ritual comum entre as tribos em eventos festivos. Ambos entraram na universidade graças ao Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas, iniciativa criada em 2009.

Entre 2010 e 2013, 46 alunos indígenas ingressaram nos cursos de Enfermagem, Medicina, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Agronomia e Odontologia por meio de processo seletivo especial. 


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