Após três anos de demissões, Brasil cria 529 mil empregos formais em 2018

Publicado em 23/01/2019, às 23h56
O setor de serviços foi quem mais gerou empregos no ano, com 398.603 novas vagas com carteira assinada | Reinaldo Canato/VEJA -

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Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a criar empregos  com carteira assinada em 2018. Segundo dados do do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), foram abertas 529.554 vagas formais.  O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Economia.

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O número de empregos abertos é a diferença entre as admissões, que totalizaram 15.384.283 em 2018, e as demissões, de 14854.729 pessoas.

O resultado dos empregos em 2018 é o melhor em cinco anos. Em 2013 foram abertas 1.138.562 vagas de emprego com carteira assinada. Deste modo, é o maior número de vagas abertas em cinco anos.

O setor de serviços foi quem mais gerou vagas no ano, com 398.603 com carteira assinada, alta de 2,38% com relação a 2017. Os serviços em comércio e administração de imóveis, serviços médicos e odontológicos e de alimentação foram destaques. No comércio, foram abertos 102.007 novos empregos formais.

Indústria de transformação (2.610), construção civil (17.957) e agropecuária (3.245) também tiveram saldo positivo de empregos. Apenas o setor de administração pública fechou 4.190 vagas no ano passado.

Somente em dezembro de 2018, porém, houve fechamento de vagas, 334.462 vagas formais. Segundo o Ministério da Economia, o saldo menor em dezembro é esperado porque há menos contratações de trabalhadores temporários no período.

Salário médio
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de 1.531,28 reais em dezembro do ano passado, o que representa uma alta real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de 3,14 reais em relação ao mesmo período de 2017, quando o salário médio era de 1.528,14 reais. 

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