Apresentado no CRB, Geovane explica saída da Ucrânia e revela episódio do filho em bunker

Publicado em 16/01/2026, às 16h43
- Francisco Cedrim / CRB

Gabriel Amorim

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O Clube de Regatas Brasil apresentou o meia Geovane nesta sexta-feira (16), no CT Ninho do Galo. Aos 26 anos, o jogador já estava em Maceió há alguns dias, aguardando a liberação do Epitsentr, da Ucrânia, para ser oficialmente anunciado pelo clube.

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Durante a apresentação, Geovane contou que recebeu outras propostas para seguir no futebol europeu, e até ofertas do Japão e da Coreia, mas decidiu, junto com a esposa, retornar ao Brasil após uma ligação do executivo Ari Barros.

"Eu venho praticamente de dois anos na Europa. A minha família, por adaptação, frio e outras questões, como energia, a gente optou em retornar. Eu recebi uma ligação do Ari, que eu conheço desde que ele me levou ao Paysandu", disse o meia.

Segundo Geovane, assim que ouviu a proposta do CRB, ele e a esposa decidiram fechar portas para outros destinos e aceitar o projeto alagoano.

O meia ainda revelou ter recebido uma oferta do futebol francês, mas a recusou por acreditar na decisão tomada.

"Tive uma conversa profunda com meu empresário. Quando decidi não ficar na Ucrânia, surgiram propostas financeiramente melhores. Também recebi uma ligação para ir à França. Qualquer jogador sabe da qualidade do futebol europeu e da visibilidade. Mas em nenhum momento recusei com ressentimento. Sempre com alegria no coração, sabendo onde estava indo."

Geovane disse conhecer o CRB há algum tempo e que possui amigos que já jogaram pelo clube, como o volante Falcão, que vestiu a camisa do Galo nas temporadas 2023 e 2024.

Francisco Cedrim / CRB

 

Situação na Ucrânia

O meia passou pouco mais de seis meses na Ucrânia e falou sobre a experiência em meio à guerra. Antes de se mudar, conversou com o atacante maceioense Pedrinho, hoje no Shakhtar Donetsk, que lhe explicou como era o cotidiano no país.

"É diferente, cara. Eu e minha família vivemos seis meses intensos da nossa vida. É um povo acolhedor. Na cidade em que moramos, não havia ataques diretos, mas a gente escutava muito alarme aéreo, porque o espaço aéreo é fechado."

Geovane também contou um episódio em que o filho de cinco anos, enquanto estava na escolinha, precisou se abrigar em um bunker após soar um alarme de emergência.

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